Criminalística quer autonomia
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de março de 2003
Chiara Papalim<BR>Reporrtagem Local 
Peritos da Polícia Criminalística de 18 estados se reuniram ontem em Londrina para discutir os problemas da categoria em todo o país. A reunião foi uma ''prévia'' do Congresso que vai acontecer na cidade em outubro e que pretende reunir de 1,2 mil a 1,5 mil participantes.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Criminalística, Humberto Jorge de Araújo Pontes, a principal reivindicação da categoria é a autonomia do setor em relação a polícia civil. ''A perícia não é polícia, e como garantir a autonomia em crimes onde estão envolvidos policiais civis?'', questionou. No Paraná, o governo aguarda o julgamento de duas ações diretas de inconstitucionalidade movidas contra o projeto que criou a Polícia Científica, separando o Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil.
O restante do país, segundo Pontes, também vive um problema parecido com Londrina, por causa da falta de pessoal. Em Londrina, o IC deixou de realizar alguns exames para priorizar o atendimento de casos de morte, já que só tem 14 peritos para atender 92 municípios da região.


