Criminalística faz amanhã reconstituição de morte
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terça-feira, 11 de maio de 1999
Paulo Ubiratan 
O Instituto de Criminalística de Londrina vai realizar amanhã a reconstituição técnica da morte do empresário Antônio Caporali. Ele morreu com três tiros na tarde de 27 de março, na empresa Transpetrol, localizada na Rua Bahia (área central). Também estava na empresa Geraldo Fernandes, 28 anos, a quem Caporali havia vendido a empresa. Fernandes foi atingido por três tiros e ficou internado no Hospital Evangélico até o dia 3.
O perito criminal do Instituto de Criminalística, Luciano Bucharles, informou ontem à Folha que a reconstiuição técnica será feita apenas para elucidar algumas dúvidas e poder finalizar os exames periciais.
Já temos elaborado 90% do laudo. Faltam apenas algum detalhes para concluí-lo, que deverão ser resolvidos com a reconstituição, afirmou o perito. Geraldo Fernandes ainda não foi ouvido pela polícia.
Ontem, o delegado do 1º Distrito Policial, que preside as investigações do caso, Valter Lemos, disse que até o final desta semana pretende tomar o depoimento dele.
A expectativa em torno do depoimento é grande porque ele poderá explicar como o crime aconteceu. No momento do tiroteio, Geraldo Fernandes e Antonio Caporali estavam sozinhos em uma sala.
Quando a polícia chegou, Geraldo Fernandes foi encontrado sentado em uma cadeira, em um escritório, e a outra vítima, morta em outra sala, também sentada em uma cadeira.
Uma testemunha disse que minutos antes de entrar na empresa, Caporali estava calmo. O revólver usado para o tiroteio pertencia a ele.


