Criminalística fará trabalho para Paraíba
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quinta-feira, 28 de agosto de 2003
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
O Instituto de Criminalística de Londrina recebeu nesta semana 16 fitas cassete da Secretaria de Segurança Pública da Paraíba, cujo conteúdo pode revelar detalhes sobre um esquema de crime organizado no Nordeste do País. O material foi enviado por um juiz da comarca de Santa Luzia, e os peritos londrinenses terão 30 dias para degravar as fitas.
O processo consiste em transcrever para o papel as falas registradas e analisar se as sequências não foram editadas. Segundo o perito responsável pelo setor de fonética forense do Instituto, Jayme Cazarote Júnior, as fitas foram enviadas para Londrina porque o juiz deseja que o material seja analisado de forma isenta, razão pelo qual não poderia ser degravado em laboratórios da região da Paraíba.
''A lembrança do Instituto de Criminalística de Londrina é também um sinal de prestígio. Atualmente, a cidade é referência na área. Temos o único laboratório de fonética forense do sul do país que faz comparação de vozes, um dos melhores do país. O trabalho (de degravação) poderia ter sido feito em algum estado da região Sudeste, mas Londrina foi a escolhida'', comemora Cazarote. Ele explica que é a primeira vez que o laboratório, que existe há cerca de um ano, recebe encomenda de um trabalho para fora do Paraná.
''Recentemente, fizemos um trabalho bastante elogiado de identificação para um estado do Nordeste em nosso laboratório de imagens, o que nos deu uma certa fama'', conta Cazarote. Ele afirma que a Criminalística de Londrina anda com tanto prestígio que conseguiu trazer para a cidade o 17º Congresso Nacional da área, que acontece em outubro no Hotel Sumatra. ''É a primeira vez na história que o evento será realizado fora de uma capital'', explica o perito.


