Curitiba O Instituto de Criminalística deve divulgar hoje o resultado do exame feito no adolescente Anderson Froese de Oliveira, 18 anos, que vai atestar se ele tinha resíduos de pólvora em sua mão. Anderson foi assassinado na noite de sábado por policiais militares, em Curitiba. Os policiais alegam que atiraram porque Anderson disparou primeiro, ao ser abordado pelos PMs.
Segundo a Polícia Militar, o dono de um restaurante acionou a polícia naquela madrugada, denunciando a existência de um grupo suspeito nas redondezas do estabelecimento. A PM então fez uma ronda pela região e encontrou o grupo de Anderson. Ao fazer a abordagem, o adolescente teria reagido. Dois integrantes do grupo fugiram e um menor foi preso. Levado ao Hospital do Trabalhador na viatura da polícia, Anderson não resistiu aos ferimentos e morreu.
O delegado Sebastião Ramos Santos Neto, que acompanha o caso, disse que o primeiro passo na investigação será descobrir se os adolescentes abordados são os mesmos que foram vistos nas redondezas do restaurante. Numa primeira tentativa de reconhecimento, o proprietário do restaurante não identificou os garotos, porque eles não teriam entrado no local. Agora o delegado pretende ouvir outras pessoas que trabalhavam nas imediações naquela noite, para tentar fazer o reconhecimento.
O delegado também quer saber qual o motivo que levou os policiais militares a transportarem o adolescente baleado na viatura da polícia, quando o procedimento normal é acionar o Siate.
Com os adolescentes, a polícia encontrou uma pistola sem registro e um revólver calibre 38, roubado de uma empresa de segurança. O menor que foi pego em flagrante acusa os policiais de o torturarem psicologicamente para confirmar a versão de que seu amigo teria atirado antes contra os policiais.

mockup