Osmani Costa
De Londrina
O chefe-adjunto do Instituto de Criminalística (IC) em Londrina, Geraldo Gonçalves de Oliveira Filho, e o perito-chefe Darci Dória de Faria, estiveram na tarde de ontem na Redação da Folha para apresentar farta documentação comprovando que o órgão enviou, nos últimos anos e dentro dos prazos estabelecidos, todos os laudos solicitados pela Justiça relativos ao processo que investiga o assassinato do escrivão da Polícia Federal (PF), Sérgio Ferreira da Silva, pelo médico José Carlos da Costa, em abril de 1993.
Darci de Faria mostrou inclusive o ofício de terça-feira, pelo qual respondeu a última solicitação do juiz da 1ª Vara Criminal, João Luiz Cleve Machado, referente a dúvidas das datas em que teriam sido produzidas as fotografias da segunda reconstituição do crime, que constam anexas ao processo que, em sete anos, não conseguiu levar a julgamento o médico réu confesso.
O diretores do IC vieram à Redação em companhia do diretor regional da Associação Nacional dos Funcionários da PF, Edvaldo Caetano Martins, que na edição de ontem da Folha criticou a excessiva demora no julgamento do acusado pela morte de seu ex-colega de profissão e levantou a suspeita de que ‘‘pessoas estariam levando alguma vantagem para impedir que o processo chegue ao fim’’.
Agora, após verificar os documentos da direção do IC, Martins admite que este órgão não tem responsabilidade pelo fato de o acusado do assassinato não ter ido ainda a júri. ‘‘Apesar de manter a estranheza de um crime não ser julgado em sete anos, reconheço que a farta documentação apresentada pela Criminalística a exime de culpa pela protelação do fim do processo’’, afirma o diretor da associação da PF.
Na tentativa de concluir em breve o processo, o juiz da 1ª Vara solicitou o envio de laudos também ao Instituto Médico-Legal (IML), num prazo de 10 dias. Na edição de ontem, o médico-chefe do órgão, Antonio Carlos Queiroz, disse que terá dificuldades para responder positivamente à solicitação porque o perito que iniciou e não terminou o trabalho de reconstituição, Fernando de Moura, encontra-se afastado de sua função por motivo de doença há seis meses e está hospitalizado no Rio Grande do Sul.

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