Da Sucursal

Arquivo FolhaKopytowski troca acusações com Basto: fim do bom relacionamentoO advogado criminalista Antonio Augusto Figueiredo Basto pretende encaminhar hoje à Corregedoria da Justiça do Estado do Paraná pedido de remoção compulsória do juiz João Kopytowski, do 2º Tribunal do Júri, por incompatibilidade aos meios forenses. O advogado também quer mover processo por dano moral pelas declarações prestadas pelo juiz.
O desentendimento entre o juiz e o advogado começou na quinta-feira passada com o julgamento do músico Pedro Augusto de Oliveira, defendido por Basto e outros dois advogados. Os advogados protestaram contra o procedimento do juiz e alegaram quebra de incomunicabilidade entre os jurados - que são proibidos por lei de conversarem durante o julgamento.
Kopytowski nega que tenha ocorrido quebra de incomunicabilidade e acusa os advogados de terem abandonado o júri. Basto alega que deixou o plenário com o réu depois da dissolução do conselho de sentença.
O juiz disse ontem à Folha que não se surpreende nem se intimida com a atitude de Basto. ‘‘A OAB já tentou me tirar do cargo e não conseguiu por falta de provas. Não vou me preocupar com quem não tem capacidade jurídica e ética’’.
O juiz pretende aplicar multa - o valor ainda não foi definido - aos advogados pelo abandono do júri. Kopytowski disse também que não vai mais nomeá-los para processos dativos.
O fato pôs fim ao bom relacionamento que havia entre Kopytowski e Basto - o juiz nomeou o advogado para a primeira sessão de julgamento do 2º Tribunal do Júri em 1991).
O presidente da subseção da OAB de Curitiba e Região Metropolitana, Dálio Zippin Filho, afirma que a entidade só vai se pronunciar quando houver pedido dos advogados ou do juiz.

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