Criminalidade cai com policiamento maior
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terça-feira, 01 de novembro de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
A redução no número de crimes graves - como os homicídios - foi destacada ontem em apresentação feita pelo tenente-coronel Marcos de Castro Palma, comandante do 5 º Batalhão da Polícia Militar na Câmara Municipal de Londrina. Mesmo elogiada pelos vereadores, a palestra sofreu pelo menos uma ressalva importante: os dados são referentes aos quatro primeiros meses de Palma no comando do batalhão, período em que a Operação Londrina Segura trouxe um efetivo de 310 policiais militares para a cidade por pouco mais de um mês.
''É evidente que com mais recursos podemos obter resultados melhores. O mais importante é destacar que as operações de grande porte, como a Londrina Segura, serão repetidas outras vezes no ano'', revelou Palma. A palestra de ontem foi o cumprimento de uma promessa feita pouco tempo depois da ascenção do tenente-coronel ao cargo.
Na oportunidade, ele apresentou os projetos para o trabalho do Batalhão e comprometeu-se a voltar para apresentar resultados. Um número que ficou em evidência foi a redução dos homicídios. Foram 27 de junho a setembro. No mesmo período do ano passado, o índice chegou a 40.
Os dados não foram tão promissores em outros tipos de crime. A quantidade de roubos, por exemplo, cresceu em comparação ao mesmo período do ano passado. ''A aplicação de um programa de trabalho proporcionou redução em alguns tipos de delito, mas houve aumento em outros, principalmente o roubo. Com isso, parte do programa será reavaliada para obtermos melhores resultados'', sintetizou Palma.
Outros temas levantados no debate entre o tenente-coronel e os vereadores foram a Guarda Municipal (ver box), o efetivo policial e a interação com os programas sociais do poder público.
A cobrança sobre aumento de efetivo foi feita pelo presidente da Comissão de Segurança da Câmara, Jamil Janene (PL). Ele disse que os números positivos já eram esperados por causa da Operação Londrina Segura. ''Na realidade, o que falta mesmo é efetivo. Depois que os policiais da operação foram embora, o número de crimes aumentou e deve continuar a aumentar'', criticou.
Marcos Palma salientou que a explanação tinha caráter técnico e não entrou na polêmica sobre o efetivo. ''Trabalhamos para otimizar ao máximo o desempenho com a estrutura disponibilizada'', esquivou-se o tenente-coronel.
A vereadora Sandra Graça (sem partido) cobrou uma integração entre os projetos sociais da prefeitura e a polícia, para reduzir os índices de reincidência.
Também foram apresentados projetos como a realização de concurso para novos policiais militares, implantação câmeras de segurança em cem pontos críticos e contratação de policiais da reserva e civis para atuarem na Central de Operações. Com isso, PMs seriam liberados de serviços burocráticos e de atendimento para ir às ruas.


