CRIMINALIDADE - 'É preciso calma com assaltante adolescente'
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quarta-feira, 06 de janeiro de 2010
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O fim da linha foi a morte para dois adolescentes que integravam um bando armado que invadiu a residência de um policial civil na Zona Leste de Londrina na noite de segunda-feira. Mas o conselho da Polícia para a vítima comum - aquela que não possui treinamento especializado para reagir - é procurar manter ainda mais a calma quando o assaltante é adolescente, pois este perfil de criminoso tende a agir de maneira intempestiva e sem medir as consequências.
O delegado de Homicídios da 10 Subdivisão Policial (SDP), Paulo Henrique Costa, contou que o grupo de cinco pessoas armadas - todas seriam adolescentes - teria invadido a casa de um investigador no Conjunto Lindóia. No local acontecia uma confraternização com pelo menos 15 convidados, entre eles mais um investigador.
Conforme o delegado, dois adolescentes teriam rendido os policiais mas foram convencidos por eles a entrarem na casa. Os outros reféns ficaram deitados na varanda. Na cozinha, os policiais teriam conseguido se armar com pistolas usadas em serviço. Na troca de tiros, Costa estimou que teriam sido efetuados, no mínimo, 20 disparos. Um investigador foi atingido na boca e outro em um dos pés. Dois adolescentes de 14 e 17 anos, que estava armados, foram mortos. Pelo menos mais um assaltante teria sido atingido mas conseguiu fugir. Ninguém foi preso.
O delegado comentou que nesta situação os policiais tinham treinamento para reagir com segurança e ainda minimizar os riscos para os reféns. Por outro lado, alertou que pessoas comuns vítimas de assaltantes adolescentes ou sob efeito de drogas devem ter ainda mais cautela. Ele citou que é cada vez mais comum adolescentes, que têm acesso à armas, se unirem para praticarem crimes sem terem o sangue frio das ''quadrilhas profissionais'', que planejam seus crimes com detalhes.
''Os adolescentes agem por impulso e costumam ser mais violentos porque não têm equilíbrio emocional para lidarem com a situação. É tudo na base na adrenalina. Por isso, a vítima nunca deve reagir e tem que manter a calma, não falar alto e nem responder as agressões verbais ou físicas'', orientou o delegado.


