Orlei Martins é a terceira testemunha de processos contra Caboclinho assassinada em seis meses. No dia 12 de agosto do ano passado, o preso Paulo Fernando Miranda, 19, conhecido como ‘Cristo’, foi executado numa cela da Delegacia de Itaperuçu (Região Metropolitana de Curitiba). Parentes do preso e o advogado José Leocádio de Camargo chegaram a afirmar que o empresário seria o mandante do crime.
Ontem, em entrevista à Folha, Camargo não quis repetir a afirmação, mas disse que Caboclinho continua a comandar o crime organizado de dentro da prisão. O empresário está detido na Prisão Provisória de Curitiba, no bairro do Ahú. ‘‘Lá dentro, ele continua comandando o crime organizado. Basta ver o que aconteceu com o Orlei. É uma prova concreta de que o crime organizado continua matando’’, declarou.
O assassinato de Cristo está sendo investigado pelo delegado Armando Marques Garcia, titular da Delegacia de Estelionatos e Desvio de Cargas. Foram presos dois suspeitos: André Luiz dos Santos e Celso Luiz Moreira, o ‘‘Celso Seco’’. Celso Seco é um dos suspeitos de ter participado do assassinato de Jesael Cubas.
Em depoimento no dia 16 de junho do ano passado, Cristo disse que foi torturado por policiais civis do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Ele teria sido obrigado a confessar uma série de homicídios em Rio Branco do Sul e de ser o autor de um atentado contra Caboclinho. No depoimento, afirmou também que o grupo de Caboclinho teria ofertado R$ 8 mil para que ele matasse Jezael Cubas.
Outra testemunha em processos contra Caboclinho e que foi assassinada é Joel de Souza, empresário do setor de autopeças. Ele era uma das testemunhas de acusação no atentado contra Adélio de Jesus Becker, em novembro de 1999. Souza foi morto em Cascavel. (L.P.)

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