O primeiro caso de violação de túmulos no Cemitério Jardim da Saudade - o maior cemitério municipal de Londrina, com uma área de cinco alqueires - aconteceu em 94, quando necrófilos violaram cinco túmulos só de mulheres. Na época, a polícia conseguiu prender um menor envolvido no crime.
Em novembro do ano passado, três túmulos foram abertos e os caixões tiveram suas tampas removidas. Dois dos três cadáveres - todos homens - tiveram seus órgãos sexuais decepados. O terceiro só não sofreu mutilação porque estava em adiantado estado de decomposição. O crime aconteceu também de madrugada e foi descoberto pelos familiares de um dos mortos, por volta das 7h30.
No começo de dezembro do ano passado, apenas uma semana após a segunda violação, três outras sepulturas foram vandalizadas, com as lajes removidas, os caixões abertos e mexidos. Um deles estava vazio; outro tinha o corpo de um homem, enterrado em outubro e em adiantado estado de decomposição, que não chegou a ser manipulado.
No terceiro, o corpo de uma mulher de 38 anos, sepultado em agosto, chegou a ser removido do caixão. Havia suspeita de que o violador tenha mantido relações sexuais com o cadáver. A polícia, na época, levantou a hipótese de ser um único grupo o responsável pelas violações. Não afastou, também, a possibilidade de se tratar de magia negra.
Em todas as violações, os túmulos se encontram nas últimas fileiras do cemitério, onde a iluminação é precária e o muro, que ameaça desabar, faz limite com um matagal. (T.E.)

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