Crimes estão concentrados em 39 municípios
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de agosto de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba O Mapa de Geoprocessamento do Crime começa a apresentar os primeiros resultados teóricos. Os locais onde ocorrem os maiores índices de criminalidade foram mapeados com detalhamentos. Desta forma, é possível saber quais as principais modalidades criminosas que podem ser observadas numa rua, por exemplo, e servem de base para as ações policiais. O mapa está identificando os chamados ''hot spots'' (pontos quentes) da criminalidade no Paraná e já demonstrou que 89,08% dos casos são registrados nas 39 cidades principais do Estado (as maiores em números populacionais).
Os dados sobre criminalidade foram repassados ontem pelo secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, na reunião semanal do secretariado. Em Curitiba, foram identificados 163 pontos quentes. O principal é o Centro, onde foram verificadas as principais ocorrências de furto, lesões corporais, roubo de veículos, crimes com morte, roubo, tóxico e violência sexual. Também o bairro Mercês (um dos mais centrais) concentra alta taxa de criminalidade. A Rua Brigadeiro Franco, no Centro, é a que apresenta as maiores reclamações, principalmente num raio de 500 metros do Shopping Curitiba. Os crimes mais comuns no local são furtos e roubos, principalmente em semáforos e contra pedestres. Cerca de 67% dos roubos e furtos ocorrem entre 12 e 24 horas.
Os furtos e roubos de veículos ainda são preocupantes. Cerca de 47% deles ocorrem em Curitiba. Também são considerados alarmantes os índices de Foz do Iguaçu e Londrina. Em Curitiba, os furtos ocorrem principalmente no anel central e no bairro Água Verde. Apesar dos dados do mapa já estarem sendo usados, os resultados ainda são negativos na região central onde a criminalidade cresceu 25,2% no primeiro trimestre deste ano se comparado ao mesmo período do ano passado.
O chefe da Casa Militar, major Anselmo de Oliveira também participou da reunião e falou sobre a Patrulha Escolar e Bombeiros Comunitários. Segundo ele, desde o início deste ano foram encontradas 29 armas de fogo com alunos em escolas e proximidades através de uma revista rotineira. ''Claro que a revista pode ser mal vista, mas usamos de ética e evitamos constrangimentos. Não apreendemos os alunos, orientamos e retiramos as armas de suas mãos. Com isso, centenas de pais e de alunos são afastados do medo permanente e de risco de mortes nas escolas'', explicou Anselmo.
A Patrulha Escolar existe em 25 municípios, 612 escolas e revista cerca de 25 mil alunos. A estrutura conta com 64 viaturas e 240 policiais militares . O governo estuda a extensão para outros 30 municípios, com 70 novas viaturas e 280 policiais militares.
O Bombeiro Comunitário, formado por nove integrantes da prefeitura e que age em casos de desastres ambientais (vendavais, alagamentos) e incêndios, já existe em quatro municípios e deverá chegar a 50 até o final do ano que vem. Até agora, eles (os bombeiros comunitários) atenderam cerca de 1,4 mil ocorrências. A maior parte de combate a incêndios florestais.
O Bombeiro Comunitário está sendo criado em municípios com mais de 20 mil habitantes e que ainda não contavam com uma unidade do Corpo de Bombeiros (que está presente em 47 dos 399 municípios paranaenses).


