Crimes que acontecem a qualquer hora do dia ou da noite estão banalizando a violência em Curitiba. Exemplos recentes são a morte de um garçom no final de semana, executado a tiros sem nenhum motivo evidente, e o assassinato de uma jovem (anteontem à noite), que estava parada em um semáforo no Batel, um dos bairros mais nobres da cidade. Ocorrências comuns? Fatalidades? Perguntas muitas vezes sem respostas, mas que merecem uma reação do Poder Público.
A morte do garçom Ivan Natalino Dreves, por exemplo, aconteceu por pura crueldade dos bandidos. Testemunhas contaram que eles atiraram sem que a vítima tivesse esboçado reação, uma vez que o roubo já havia sido concretizado e os ladrões estavam deixando a lanchonete. No caso da jovem Sheila Moreno, 26 anos, a polícia nem mesmo sabe direito o que aconteceu. Provavelmente um assalto que tinha como objetivo levar dinheiro ou o carro da vítima.
A princípio seriam crimes corriqueiros, que poderiam fazer parte do cotidiano de uma grande cidade. A discussão, no entanto, que merece reflexão, é justamente sobre essas ocorrências teoricamente comuns, que estão terminando em morte e tornando a violência cada vez mais banal. Hoje mata-se por um carro, por alguns trocados ou até mesmo pelo simples prazer de matar, sem nenhum motivo evidente, como aconteceu com o garçom e a jovem.
Esses problemas fazem com que o medo e a insegurança estejam cada vez mais próximos da população. Claro que reduzir a zero os índices de criminalidade em Curitiba, ou qualquer outra cidade do País, seria uma grande ilusão. Mas, por outro lado, exigir que roubos de carros, assaltos à mão armada e assassinatos deixem de ser crimes comuns é uma obrigação dos órgão públicos e um direito do cidadão.
Tratar ocorrências dessa natureza como crimes normais e que fazem parte da rotina de uma Capital, como muitas vezes se ouve em delegacias de Curitiba, é no mínimo banalizar a violência. Uma banalização que, muitas vezes, se caracteriza pelo próprio comportamento da polícia, ao invés de ser pela ação dos criminosos.

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