A cada dez minutos, uma pessoa ou estabelecimento comercial é furtado ou assaltado no Paraná. Os dados podem ser considerados alarmantes e fazem parte da estatística da Polícia Militar. De janeiro a setembro deste ano, foram registrados 53,9 mil casos de crimes contra o patrimônio em todo o Estado. Os crimes envolvem furto, furto qualificado e roubo (quando ocorre grave ameaça ou violência).
Além da própria população, os estabelecimentos comerciais são os mais lesados. Principalmente postos de gasolina, supermercados, lojas, bancos e casas lotéricas. ‘‘A insegurança é grande em todos os municípios’’, alertou o presidente do Sindicato das Empresas de Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese.
Do total de furtos e roubos realizados no Estado, 40,5% foram praticados em Curitiba e região metropolitana. Foram registradas no Comando de Policiamento da Capital (CPC) 21,9 mil ocorrências entre janeiro e setembro deste ano, uma média de 2,4 mil por mês. Se considerada a média de furtos e roubos por dia na Grande Curitiba neste ano em relação ao mesmo período do ano passado, o índice aumentou de 79 para 81.
Somente no setor dos combustíveis, o número de ocorrências registradas de janeiro a outubro deste ano chegou a 432 – uma média de 43 furtos e roubos por mês, dois a cada três dias. Os postos mais atingidos são os 24 horas (52,5% do total). Os bairros Uberaba, Tarumã, Centro, Boqueirão, Xaxim, Cristo Rei, Vila Hauer, Mercês, Cajuru, Parolin, Cidade Industrial, Novo Mundo e Portão são os mais visados pelos assaltantes.
O delegado Hamilton da Paz, titular da Furtos e Roubos de Curitiba, disse que quase a totalidade de casos reclamados na especializada foram resolvidos. No mês de setembro, por exemplo, foram registrados apenas nove casos de assalto a posto de gasolina. O índice está longe do que é registrado na Capital paranaense. ‘‘O problema é que muitos registram a ocorrência na Polícia Militar, mas não prestam queixa. Daí fica impossível identificar os assaltantes’’, argumentou ele.
Em Campo Mourão, os proprietários de postos também estão apreensivos. Eles estão tendo reuniões rotineiras com 11º Batalhão da Polícia Militar para contornar o problema. A maior preocupação é com as atividades noturnas. Alguns postos já chegaram inclusive a fechar as portas depois da meia-noite.

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