Crime revolta até os detentos do 2º Distrito
Crime revolta até os
detentos do 2º Distrito
A notícia da prisão do catador de papel Ademir da Silva, acusado de matar Greice Melo, se espalhou rapidamente entre os detentos do 2º Distrito Policial. Monstro. Estuprador tem que morrer. Aqui se faz, aqui se paga, gritavam os presos, enquanto ele era conduzido a uma das celas.
É uma covardia o que ele fez com a criança, disse M., presa por assalto. Agora acho que ele tem que sofrer como fez com a menina, acrescentou. A companheira de cela de M., Marina, presa por tráfico de drogas, disse ter ficado com nojo quando soube da história. Tem muita gente presa aqui, mas ninguém estupra e mata criança, afirmou.
Na ala masculina, os detentos também estavam revoltados e ficaram xingando o acusado. Você pode ir para qualquer lugar que vão te pegar, disse um deles. Entre eles existe uma espécie de lei em que um estuprador de criança é depilado e violentado.
Por medida de segurança, o acusado seria transferido para a Prisão Provisória. Durante todo o tempo que permaneceu no corredor à espera da transferência, ele ficou impassível, não se mostrando abalado com as ameaças dos presos. (L.O.)





