Por ser considerado crime hediondo, os acusados de estupro são perseguidos pelos próprios detentos em distritos e delegacias. Não são raros os casos de tentativa de linchamento e crimes por vingança. No final do ano passado, o motorista de ônibus Luiz Frazão, 41 anos, resolveu montar um grupo de extermínio para matar três pessoas que supostamente estariam envolvidas no estupro de sua filha e de uma amiga dela em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba). O grupo assassinou Paulo César Pires, 18 anos, e Adailton dos Santos, 18 – que teriam estuprado as meninas – além do aposentado José Manoel dos Santos, 65 , que teria tentado impedir a ação.
O crime foi cometido depois de a polícia ter identificado os supostos estupradores, sem prendê-los efetivamente. Frazão disse, na oportunidade, que a situação chegou a um estado de tamanha tensão, que ele preferiu fazer ‘justiça’ com as próprias mãos. Ele e Alexandre Batista, 21, – namorado de uma das meninas estupradas – foram presos pelo assassinato.
Outro caso quase terminou em tragédia. Também no final do ano passado, o jardineiro Reni Antunes de Camargo, 34 anos, foi preso na Vila Perdiz, em Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), depois de ser reconhecido por três vítimas. Ele confessou os crimes, inclusive o estupro de uma adolescente de 16 anos. (L.P.)

mockup