Crime passional abala Munhoz de Melo
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terça-feira, 10 de agosto de 2004
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
Munhoz de Melo Uma investida amorosa mal sucedida resultou no assassinato da professora Sueli Alves de Oliveira, 28 anos,na noite de anteontem, em Munhoz de Melo (27 km ao norte de Maringá). Sueli foi morta pelo ex-companheiro, o bóia-fria Reginaldo Januário da Silva, 35 anos, que se matou depois de ter certeza da morte da professora. O crime aconteceu em uma estrada rural, nas imediações da cidade, próxima da chácara onde Sueli morava.
Segundo a polícia, a mulher retornava para casa da escola onde lecionava quando foi interceptada pelo bóia-fria. Silva teria simulado um abraço a vítima. No movimento forçado, de acordo com a análise dos responsáveis pela perícia policial, a mulher recebeu o primeiro tiro, que transfixiou o seu tórax. A bala atingiu um dos braços de Silva. Segundo a tese dos peritos, enquanto a mulher caía ferida, o bóia-fria teria dado o segundo tiro, que também atingiu o peito da vítima. Para a polícia, depois que certificou-se de que a ex-companheira já estava sem vida, Silva disparou o revólver calibre 38 contra a própria cabeça, na altura do ouvido direito.
Os dois corpos foram encontrados cerca de uma hora e meia depois por um motorista que transitava pela estrada. A arma do crime estava presa na axila direita do bóia-fria. Ele não tinha porte e o revólver não tinha registro. Apesar disso, Silva não possuía antecedentes criminais.
Segundo a polícia, ele declarou a amigos que jamais havia se conformado com a separação, ocorrida há aproximadamente três anos e meio, apesar de já viver com outra mulher há quase três anos. A companheira atual já era mãe de dois filhos dele.
Sueli cuidava dos dois filhos, de 11 e 6 anos, gerados pela relação, mas já vivia com outro companheiro há algum tempo. Segundo depoimento de familiares de Sueli à polícia, há cinco meses Silva vinha intensificando suas investidas. O bóia-fria ficou conhecido na cidade como compositor e cantor de música sertaneja. Usando seus dotes de letrista, ele deixou uma carta, que comprova que o crime passional foi premeditado. O texto, segundo a polícia, diz que ''o amor que não podia ser vivido na vida na Terra seria vivido agora pelo resto da eternidade''.


