Crime organizado detém equipamentos sofisticados
Armamento sofisticado e proibido pelas leis brasileiras chegam aos morros cariocas, contrabandeados, para garantir a segurança dos chefões e o controle dos pontos de drogas. Mas há outras organizações internacionais bem mais poderosas do que os criminosos do Rio, as máfias.
Juntamente com seu ramo norte-americano, a ‘‘Cosa Nostra’’, a máfia italiana possui entre três e cinco mil membros divididos em 25 ‘‘famílias’’. Seus negócios incluem jogos de azar, extorsão, fumo, bebidas ilegais, sequestros, narcóticos, ágio e prostituição. Estima-se que essas atividades movimentem um volume anual superior de US$ 200 bilhões.
A máfia japonesa - Yakuza - chegou a ter em seus quadros precisos 98.771 membross de prostituição. Na China, o submundo do armamento é controlado pelos sindicatos, chamados tríades. Suas principais bases de operação estão em Hong Kong, Taiwan e Tailândia. Especialistas apontam que as tríades arrebanham cerca de 250 mil membros em diversos países, ganhando status entre o crime organizado internacional.
Na Rússia, as máfias, segundo publicação da revista Transition, editada pelo Banco Mundial, controlavam cerca de 40% da economia do país. Segundo o The Washington Post, as máfias russas estavam formando alianças com os cartéis colombianos de drogas e negociavam a venda de um submarino, helicópteros e mísseis terra-ar, promovendo assim a globalização do crime e também do comércio de armas.
No total, acredita-se o crime organizado mundial possua mais de 20 milhões de filiados, com um faturamento anual de cerca de US$ 750 bilhões (estimativa de 1996). Só a indústria do sequestro na Colômbia, país responsável por metade de todos os raptos que ocorrem no mundo, faturou cerca de US$ 530 milhões em 1995, com o resgate pago por pouco mais de mil reféns. (E.A.)

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