Crime é difícil de ser comprovado
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terça-feira, 22 de abril de 1997
Da Sucursal 
Em 1989, dois incêndios atingiram órgãos estaduais do Paraná. Em fevereiro, o mesmo Detran parcialmente incendiado ontem perdeu informações importantes com as chamas que destruíram dois andares de um dos prédios. Em setembro, o Arquivo Público Estadual virou cinzas e 250 milhões de documentos foram perdidos. A Assembléia Legislativa foi tomada por labaredas em 9 de setembro de 1994. Um incêndio destruiu parte do acervo sobre os 140 anos de emancipação política do Estado.
Os inquéritos que investigam as causas dos incêndios da Assembléia Legislativa e do Arquivo Público não chegaram a lugar algum. Hipóteses de fogo criminoso nunca puderam ser confirmadas. Da mesma forma, o primeiro incêndio do Detran não foi apurado. Em incêndios de grandes proporções é difícil sobrar vestígios que comprovem crime, argumentou o chefe da Divisão da Capital do Instituto de Criminalística, Jorge Voitch. Da primeira vez, a destruição no prédio do Detran atingiu todos os arquivos processuais, o setor de digitação e documentos.
Até hoje o Arquivo está esperando a construção de uma nova sede. Depois do incêndio, os funcionários foram transferidos para um depósito onde funcionava o centro de triagem, onde ficaram até o final do ano passado. Instalado provisoriamente num local alugado, o arquivo espera a construção de uma sede na Rua dos Funcionários, no mesmo lugar onde sempre esteve. O fogo que destruiu os 4º e 5º andares do edifício da Assembléia continua sendo um mistério. Todos os exames feitos para identificar a presença de elementos químicos no local deram negativos. O laudo concluiu que o incêndio teve origem indeterminada.
Outro espetáculo de horror presenciado pela cidade aconteceu no dia 25 de abril de 1970. A construção do grande auditório do Teatro Guaíra acabara de ser concluída e a população aguardava ansiosa pela inauguração. Mas a grande estréia surpreendeu a todos e naquela noite o fogo adiou a estréia para cinco anos mais tarde.


