A boa situação financeira do casal de empresários Odorli Timos e Maria do Carmo Timos, ambos de 40 anos, acusados de assassinar anteontem em Foz do Iguaçu, o técnico em eletrônica Pedro Alaor dos Santos, 35 anos, ex-funcionário deles, despertou uma disputa entre advogados da cidade. Segundo a Folha apurou, no dia do crime, 15 advogados compareceram à 6ª Subdivisão Policial com a intenção de defender o casal.
O advogado Edison Piccini vai atuar na defesa do casal com outro advogado, que ele não quis revelar o nome. ‘‘Aqueles advogados que foram à delegacia ontem, pareciam um bando de abutres. A falta de ética é um absurdo porque eles sabiam que eu sou advogado da família há muitos anos’’, disse. O casal Timos tem duas empresas, uma chácara, um prédio e vários carros, entre outros bens.
O advogado confirmou que o motivo do crime seria uma ação trabalhista que Santos movia na Justiça contra o casal. O advogado de Santos teria estipulado em R$ 8 mil o valor da ação. ‘‘Mas o valor mesmo não passava de R$ 2 mil’’, explicou.
Na prisão o casal disse ao advogado que não tinha a intenção de matar o ex-funcionário. Maria do Carmo teria ido ao local de trabalho de Santos armada com um revólver, porque sempre carregou muito dinheiro na bolsa. Piccini sustenta que a mulher só disparou dois tiros porque achou que Santos iria esganá-la.
O casal afirma que estava sendo ameaçado de morte pelo ex-funcionário.Santos era casado, tinha três filhos e era membro atuante da Igreja Evangélica Luterana. O corpo dele foi sepultado ontem, em Pato Branco (sudoeste do Estado).

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