Crime cometido há cinco anos pode ir a julgamento
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quinta-feira, 25 de março de 1999
Luciane Tonon 
Cinco anos após a morte da modelo Luanda Marilyn Milani, que foi atingida por um tiro na cabeça quando participava de uma festa com amigos em Cornélio Procópio, em 20 de março de 1994, saiu a pronúncia de sentença da Justiça para o caso.
O acusado de ser o autor do disparo, Antônio Marcos Mantovani, 27 anos, vai ser submetido a julgamento pelo crime de homicídio. O juiz Marcelo Ferreira delegou que o réu tem direito de apelar em liberdade por ter comparecido a todas as audiências. Mantovani sempre alegou que a arma disparou acidentalmente.
O crime aconteceu no dia 20 de março de 1994, por volta das 10 horas, na Rua João Cabral de Medeiros, 67, em Cornélio Procópio. Luanda e outras quatro amigas, também modelos e que provavelmente tinham sido agenciadas, haviam participado de um churrasco na casa de Nicolas Bazan Filho durante a noite de sábado. Na manhã de domingo, ela estava dormindo na sala com outra modelo, menor na época, que foi identificada como S.O., 17 anos, quando Mantovani achou uma espingarda Winchester calibre 22 e começou a brincar com as duas.
Uma das testemunhas contou que Mantovani tentou socorrer a vítima, mas fugiu em seguida. O julgamento de Mantovani pode ser marcado dentro dos próximos 10 dias.


