CRIME - Apreensão de animais cresce 37,3% no PR
A quantidade de animais silvestres apreendidos no Paraná cresceu 37,3% de 2010 para 2011, segundo dados levantados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelo Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb) da Polícia Militar (PM). No total foram apreendidos 4.720 animais em 2010 e 6.485 no ano passado. Nos primeiros meses de 2012, conforme os dois órgãos consultados, já foram recolhidos 2.694 animais.
A maior parte dos flagrantes ocorre nas rodovias BR-277, entre Foz do Iguaçu (Oeste) e Paranaguá (Litoral), e BR-369, da região de Londrina até Cascavel (Oeste). Na maioria das apreensões, os animais são escondidos em condições precárias em caixas. As aves silvestres são os maiores alvos.
Para o tenente Álvaro Gruntowski, do Batalhão da Polícia Ambiental, as penas brandas dificultam o combate aos crimes ambientais. A legislação atual prevê que matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécies da fauna é passível de punição com pena de seis meses a um ano de prisão, além de multas. Antes dessa nova lei o crime de tráfico de animal era inafiançável.
Em Tijucas do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), funciona o único Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Paraná, para onde são encaminhados os animais apreendidos. Lá, os bichos são tratados antes de retornar à natureza ou ser encaminhados para zoológicos ou criadouros legalizados.
● São aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham a sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente dentro dos limites do Território Brasileiro e suas águas juridicionais
● A legislação atual vigente (Lei 9.695/98) prevê reclusão e multas para aqueles que praticam crimes ambientais, que deixaram se ser inanfiançáveis com a nova lei
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