''Enquanto sua salada for composta por grandes folhas de alface que ocupam todo o prato e rodelas de tomate não o culpo por não se sentir motivado a comer salada.'' Esse é o alerta que a nutricionista Jéssica Rossato Dias, de Londrina, costumeiramente faz ao pacientes que reclamam não conseguir incluir salada em sua alimentação.
Para a especialista, a criatividade na hora de preparar a refeição pode fazer toda a diferença, especialmente no que se refere ao consumo de saladas. ''No consultório, é comum ouvirmos comentários do tipo: não consigo comer saladas, os vegetais são gelados, tenho preguiça de lavar, de fazer e quando vou a restaurantes tenho prazer em saboreá-los'', conta. ''E, na verdade, o que digo a eles é que o segredo está na forma como os restaurantes dispõem legumes, verduras e frutas de uma forma mais atraente e criativa.''
Jéssica orienta que para incrementar as saladas basta um pouco de disposição. Ela dá algumas dicas para transformar as simples refeições de todos os dias em belíssimos mosaicos coloridos que trazem benefícios ao organismo.
A primeira dica é apostar nos vegetais diferentes. Por exemplo: compre um repolho roxo e rale com a cenoura, coloque uma maçã e tempere com azeite de oliva, aceto balsâmico e pimenta do reino. Segundo ela, essa é uma agradável mistura que pode atrair pelas cores e conquistar pelo sabor diferenciado.
Utilizar a salada como prato único pode ser também uma boa opção para se deliciar. Neste caso, ela sugere, misturar a proteína escolhida (frango, peito peru, atum, ovo cozido, queijo), o carboidrato (grão de bico, milho, pão integral torradinho, arroz integral cozido e frio) e a gordura (azeite, molho de salada, pasta de queijo ou tofu) junto com os vegetais.
Um ideia inusitada, mas que, segundo a especialista, costuma agradar, é acrescentar frutas. E aí a combinação pode ser manga com rúcula. Pedacinhos de maçã que dão uma crocância mais intensa a qualquer salada e alguns pedacinhos de laranja que deixam as folhas mais apetitosas. ''Mas se você quer dar um toque exótico, experimente acrescentar uvas passas ou mesmo damascos picados'', recomenda.
Dias frios
Como no inverno o consumo de saladas costuma diminuir, a nutricionista sugere incluir vegetais cozidos. ''Vagem fica ótima com cebola e tomate; brócolis e couve-flor combinam muito bem com pimentão e alface temperados com molho de mostarda. Chuchu com tempero verde, ovo cozido picado acompanha muito bem folhas verdes e brotos podem ser temperados com molho shoyu'', destaca.
''Outra salada que fica bem gostosa é feita com macarrão tipo penne ou fusili cozido e frio, na qual pode ser acrescentada cenoura picada, tomate sem semente, pimentão, azeitonas e um molho à base de iogurte ou maionese'', sugere a nutricionista.
''Mas se você precisa uma opção fácil e rápida de preparar, experimente a salada de grão de bico, colocando palmito picado, ervilha, cenoura, pepino em conserva, peito de peru e damascos picados'', recomenda, salientando que os molhos podem fazer toda a diferença no sabor das refeições.
Benefícios
De acordo com a nutricionista, para comer vegetais crus e folhosos, é preciso conhecer os benefícios proporcionados por estes, e é incluindo todos os dias em suas refeições ou nos sanduíches que este conhecimento virá. ''Através de uma pele mais bonita, de um intestino funcionando normalmente, mais disposição ao acordar e muitos outros'', acrescenta. ''Para que isto aconteça é preciso começar, porque depois nosso corpo é tão sábio que sentirá falta quando não tiver salada na mesa.''
A nutricionista destaca que uma salada completa tem vegetais diversificados, que compõem um conjunto com pelos menos três cores: vermelho, amarelo e verde. ''A salada colorida tem uma composição completa de nutrientes para o bem-estar do organismo'', diz.

Imagem ilustrativa da imagem Criatividade no preparo de saladas
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