Criatividade ameniza problema de menores Maigue Gueths De Curitiba Três projetos desenvolvidos com criatividade pela Secretaria da Municipal da Criança de Curitiba foram os principais temas do seminário ‘‘Integrando Ações – Ampliando Resultados’’, realizado ontem para 700 funcionários da pasta. Com a troca de experiências e idéias, a secretaria pretende incentivar seu quadro de pessoal a usar a criatividade e buscar soluções que ajudem a minimizar um dos principais problemas sociais da cidade, que é o aumento do número de menores em situação de risco. A secretaria atende 62 mil crianças e adolescentes em creches, casas-lar, programas Piá, repúblicas, entre outros programas desenvolvidos. Destes, o trabalho na creche Vila Pimpão, no bairro Portão, destaca-se pelos resultados. Atendendo 150 crianças de zero a 7 anos, a creche abriu seu trabalho à participação dos pais e comunidade. ‘‘Hoje ela tem trabalho de teatro, capoeira, programa ‘Contador de Histórias’, onde pessoas da comunidade vão ao local levar livros e conversar com as crianças’’, diz a secretária da Criança, Dacília Vieira dos Santos. Já o programa ‘‘Da rua para a escola’’, desenvolvido no Bairro Novo junto a crianças de rua, conseguiu incentivar menores que viviam em situação de risco, perambulando e pedindo esmolas para participar, no contraturno escolar, de aulas de judô, capoeira, teatro, musicoterapia. Articulado a outros órgãos da área social, o programa estende-se à toda a família. Analfabetos e adultos de baixa escolarização são encaminhados à escola, doentes vão para tratamento de saúde, a população é encaminhada a programas de geração de empregos e renda. O projeto já atendeu 60 famílias com cerca de 300 crianças. Outro trabalho de êxito vem sendo feito pelo grupo de Orientação Familiar do Projeto SOS Criança, existente desde 98. Ele atende grupos de famílias, que vitimizaram seus filhos com agressão, negligência ou maus tratos e, por consequência, tiveram as crianças afastadas e levadas a abrigos por decisão judicial. O trabalho já atingiu 393 famílias, sendo que 60% completaram o programa, que consiste em oito reuniões de grupos de famílias, onde são trabalhados diversos temas. Das 1.075 crianças que vivem abrigadas, em 99 o programa conseguiu o retorno familiar de 140.

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