Crianças ucranianas, vítimas da radiação da usina atômica de Chernobyl, que vazou em 1986, foram convidadas pela Representação Central Ucraniano-Brasileira para visitar o País. Portadoras de doenças ocasionadas pela radiação (entre elas, leucemia), elas vão estar em Curitiba, vivendo com famílias de descendentes ucranianos durante quatro meses. ‘‘A intenção é trazer dez crianças para conhecer o Brasil e receber carinho dos brasileiros’’, diz o presidente da representação, José Welgacz Júnior.
Welgacz afirma que a vinda das crianças é uma iniciativa para mostrar aos brasileiros as consequências do mau uso das usinas nucleares. Segundo ele, os efeitos causados por desastres atômicos extrapolam as fronteiras de países. Ele lembra que, em 1986, o desastre de Chernobyl afetou não só países da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, mas também países vizinhos. Apenas na Ucrânia, onde fica a usina, 300 mil pessoas foram contaminadas pela radiação. No entanto, organizações não-governamentais estimam que o número alcance 1,5 milhão de pessoas.
Para o Brasil devem vir dez meninos e meninas, de faixa etária entre 7 a 15 anos. Welgacz informa que antes de chegar ao País, elas vão visitar Cuba, que as convidou com o mesmo fim.
O deslocamento de Cuba para o Brasil deve ser bancado pela comunidade ucraniana do Brasil. Por enquanto, foram conseguidas passagens para apenas duas crianças, graça a doação feita pelos empresários Odilon Figanti (Londrina) e Valdemar Avila (Curitiba). O Hospital Evangélico se comprometeu a prestar assistência médica gratuita às crianças. A Representação Central Ucraniano-Brasileira abriu uma conta bancária para doações: 03800-08, na agência 0123 do HSBC-Bamerindus, em Curitiba. Ou entrar em contato com José Welgacz pelo telefone (041) 224-0164 ou (041) 224-5597.

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