''Tia, cadê a vaca?'' ''Onde estão os porcos?'' ''Será que vou ficar com medo?'' Apreensão, curiosidade, alegria e encantamento deram o tom ontem à tarde ao passeio que 21 crianças de três e quatro anos fizeram à Fazenda Escola da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
A visita marcou o encerramento do projeto ''A Cidade e o Campo'', desenvolvido durante todo o primeiro semestre com as crianças da Pré-Escola do Centro de Educação Infantil do Hospital Universitário (HU) de Londrina. Idealizado pelos professores Joana D' Arc da Silva Rodrigues Gomes, 35 anos, e Carlos César Gonçalves, 34 anos, o projeto objetivou mostrar aos alunos as diferenças entre a cidade e o campo e a sua interdependência.
''Mostramos às crianças a importância do homem do campo, ressaltando o trabalho com a terra na produção de alimentos e matérias-primas utilizadas na cidade'', explicou Gomes. Para resgatar os costumes campestres, os professores desenvolveram atividades como pesquisas sobre o tema com as famílias dos alunos, músicas tradicionais de festas juninas, contação de histórias, além de atividades artísticas relacionadas ao tema.
Logo no início da visita, um carneirinho fez a alegria da meninada. A disputa foi acirrada para dar um colinho ao animal. O passeio continuou pela granja e pelo setor de suinocultura. Muitas crianças se assustaram com o tamanho e o ronco dos porcos. ''Gostei mais das galinhas; estavam mais boazinhas'', comentou Daniela, três anos. Mesmo apreensivos, os pequenos puderam ver pela primeira uma porca alimentando os 14 filhotes.
Na horta da Fazenda Escola as crianças passearam entre os pés de couve, alface e repolho, todos orgânicos. ''Aqui são plantadas as verduras que vocês comem na escola'', explicou Joana D' Arc. A professora reconheceu que após a implantação do projeto, os hábitos alimentares das crianças mudaram. ''Elas passaram a gostar de verdura depois que conheceram o trabalho no campo'', observou.
A tarde ensolarada de diversão e conhecimento terminou em um pomar repleto de pés de laranja e mexerica. ''A mexerica está azedinha. É muito gostoso apanhar a fruta na árvore'', finalizou Emanoel Torres, três anos.

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