Peões, cavalos, torres, bispos, reis e rainhas - as peças do xadrez ganharam vida, representadas por crianças do Instituto Estadual de Educação de Londrina (IEEL), ontem. A partida de ''xadrez humano'', que aconteceu num enorme tabuleiro, fez parte do encerramento do projeto de educação física, que desde fevereiro ensinou o jogo para cerca de 1,9 mil alunos. O projeto incluiu desde alunos de 1 a 8 séries até o ensino médio.
Quem ''comandou'' as peças, ontem, foram o estudante Ivan Mesquita Vasconcelos Assunção, de 10 anos, campeão paranaense de xadrez, e o contador André Fernandes, de 30 anos, que se diz um ''fascinado pelo jogo''. ''O legal do xadrez é que é um esporte onde criança, adulto e idoso podem jogar entre si, e todo mundo se diverte'', afirmou Fernandes. Ontem, cerca de 300 alunos do IEEL também participaram de um campeonato de xadrez.
Com o projeto, durante o ano letivo, os alunos pesquisaram, fizeram seminários, ensinaram para outros alunos como é o jogo, e principalmente jogaram muito xadrez. E o resultado, segundo a coordenadora do projeto, professora Vilma Norcia, foi mais concentração e raciocínio nas outras disciplinas. ''É um jogo fascinante, que ensina a respeitar o adversário, e que estimula o raciocínio e a memória'', disse, acrescentando que a meta para o próximo ano é continuar e ampliar o projeto.
Para o diretor social do Centro de Excelência de Xadrez de Londrina, Ivan Petrovich, o jogo também ensina as crianças a terem mais responsabilidade e noção da consequência de seus atos. ''No xadrez, se você comete um erro, perde a partida'', disse. O Centro de Xadrez capacita monitores para ensinar o jogo e, no próximo ano, pretende atender escolas também através da Internet (www.cex.org.br). A secretaria municipal de Educação também tem um projeto que ensina o xadrez para alunos da rede municipal.

mockup