Crianças vão plantar 10 milhões de pinhões no PR
Crianças vão
plantar 10 milhões
de pinhões no PR
Programa Plantando Pinhão será lançado hoje em Pitanga e vai contar com a participação de 40 mil crianças em 200 municípios
Da Redação
Joel Rocha
Arquivo Folha
Mata nativaO Paraná possui a maior floresta nativa de pinheiro do mundo e prepara-se para ampliar ainda mais a área, com o plantio de sementes (foto superior). A nova biblioteca do IAP (foto inferior) vai ter cerca de 20 mil volumes de publicações especializadas em meio ambientePara proteger e evitar a extinção da Araucaria angustifolia - conhecida como pinheiro do Paraná -, o Governo do Estado lança hoje em Pitanga (região Centro), uma gigantesca campanha de plantio do pinhão. A iniciativa contará com cerca de 40 mil crianças em 200 municípios.
A campanha Plantando Pinhão é uma parceria entre o governo e as prefeituras, com o objetivo de estimular o plantio de pinheiro, uma das espécies florestais mais antigas do planeta. Está previsto o plantio de aproximadamente 10 milhões de pinhões em parques e bosques estaduais e municipais, em pequenas propriedades rurais e nas Vilas Rurais.
O reflorestamento vai recuperar áreas que foram desmatadas ao longo dos anos, principalmente nas regiões Centro-Sul, Sudoeste e Oeste. Será coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente, em parceria com os municípios e comunidade local. Técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) vão acompanhar todo o trabalho. O instituto também será responsável pela distribuição de sementes, assim como pelas orientações repassadas aos professores e técnicos municipais. A campanha tem a finalidade de destacar o envolvimento direto da comunidade na recuperação da natureza como método de educação ambiental.
A nova campanha, que vai aumentar ainda mais a área de pinheiro em todo o Estado, vai ser uma importante aliada do programa Paraná Indígena, que vem conseguindo reduzir de maneira significativa a área de desmatamento nas aldeias. A média anual desmatada, que era de 1.100 hectares, caiu para apenas 100 hectares a partir de 1996.
Entre as principais iniciativas destacam-se a retirada de 650 não-índios (madeireiros e arrendatários) da reserva de Mangueirinha, região Sudoeste, e a implantação de postos de fiscalização e patrulha indígena, o que contribui para o fim do processo de desmatamento. Os índios são responsáveis pela fiscalização e evitam o desmatamento e a agressão à natureza. A instalação de viveiros na reserva também promoveu o reflorestamento de áreas degradadas. Já foram plantadas em torno de 180 mil mudas de araucária e de 14 mil mudas de erva-mate.
Com isso, o Paraná abriga na reserva de Mangueirinha a maior floresta nativa de araucária do mundo, com 4 mil hectares. O gênero Araucária é uma das espécies florestais mais antigas do mundo e é representado por 16 espécies distribuídas entre Austrália, Nova Guiné e América do Sul. A Araucária angustifolia é sul-americana, com maior concentração no Brasil - em especial no Paraná - e na Argentina. Os agrupamentos mais significativos estão nas regiões Sul e Sudoeste do Estado, nos municípios de Guarapuava, Palmas, Curitiba, Irati, União da Vitória e Laranjeiras do Sul.
Além do pinheiro, nessas matas existem ainda outras espécies de valor comercial como a gamoleira, a canela, a salvia, o angico, a imbúia e espécies raras e endêmicas como palmeira buriti e butiá. O lobo guará, a gralha azul, o esquilo, são alguns dos animais em extinção que podem ser encontrados numa floresta de araucária.





