Um livro por uma arma de brinquedo. Este é o objetivo da campanha a favor do desarmamento que o Colégio Londrinense promove até o dia 22. Segundo a diretora Ieda Terra Alves Gomes, a meta é sensibilizar os cerca de mil alunos da instituição e suas comunidades. ''É preciso trazer a realidade para dentro do colégio e mostrar que a cultura pode ser uma alternativa para a violência'', disse.
O início da campanha ocorreu ontem, durante a XIV Feira Cultural e Experimentos Científicos do Colégio Londrinense (Fecilon). Até o final da manhã, nove armas haviam sido entregues em troca de livros de literatura infanto-juvenil. ''O livro é mais importante que a arminha'', afirmou a estudante Isabela Franco Cassitas, de 8 anos, que trocou o brinquedo pelo livro O lobo do mar.
O estoque de livros, explicou Ieda, foi organizado a partir de doações de alunos e professores e também da parceria com editoras. ''Após o término da campanha, as arminhas serão trituradas na presença dos alunos, para que eles entendam que esse tipo de brinquedo não faz bem à ninguém'', avisou a diretora.
O tema central da feira de ciências deste ano foi a excelência do caráter, ''que deve ser um hábito e não um ato do ser humano'', completou Rosely Cardoso Montagnini, coordenadora de educação infantil e fundamental II do Colégio Londrinense. Ela assinalou que a feira envolve desde os alunos da educação infantil até o segundo ano do ensino médio. As classes são dividas em três grupos e cada grupo elabora um projeto científico sobre o assunto principal. ''Os alunos são orientados pelos professores, que debatem o tema durante as aulas. Quando prontos, os projetos são apresentados primeiro para os colegas de classe e depois na feira'', declarou.
Alguns projetos não terminam com a feira, ressaltou Ieda Gomes. Ela apontou um trabalho voluntário no qual os alunos irão arrecadar alimentos para o Instituto do Câncer, além de apresentar um teatro para crianças doentes. ''O objetivo do evento é desenvolver a capacidade de pesquisa e a criatividade dos alunos, valorizar o trabalho em equipe e promover a integração entre conteúdo e prática das diferentes disciplinas'', finalizou Ieda.

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