DivulgaçãoAlunos conversaram com índios guarani, xockleng e caingangueOntem foi ‘‘dia de índio’’ para 40 alunos da Escola Municipal Augusta Gluck Ribas, no Sítio Cercado. Os estudantes conheceram a sede regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Curitiba, para saber mais sobre os costumes dos índios brasileiros. Eles também tiveram a oportunidade de conversar com índios dos grupos.
A visita foi organizada pela Gerência de Projetos Educacionais da Secretaria Municipal da Educação, que tem como objetivo formar alunos conscientes da realidade brasileira. Desde 1989, todos os estudantes de 1ª a 8ª séries das escolas municipais participam de programas que complementam as informações obtidas em sala de aula.
As crianças descobriram que os índios enfrentam as mesmas dificuldades que o homem branco tem para sobreviver, agravadas pelos ataques que sofrem em sua cultura. ‘‘Gostaria de viver apenas com o meu grupo, desenvolvendo nossas tradições’’, contou Sidney Uudnheccu Tschã Ua-Oi, índio xockleng de 23 anos, que estudou até o segundo ano do segundo grau, em Ibirama (SC), onde mora. A mesma opinião tem Nelson Batista Vergueiro, de 29 anos, índio caigangue que vive em Rio dos Índios (RS). ‘‘Nem lembro do meu nome indígena. Procuro fazer com que minha filha de 12 anos saiba mais sobre os nossos costumes.’’
O Paraná tem três grupos de índios: os guarani, os caingangue e os xetás. Os últimos estão em fase de extinção, pois só restam seis membros do grupo, que são parentes e por isso não podem se casar. Segundo dados do IBGE, de 1995, há perto de 326 mil índios no Brasil, divididos em 215 sociedades indígenas espalhadas pelo país.

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