Crianças sobreviveram à mortalidade
Curitiba e Região Metropolitana têm 349 comunidades atendidas pela Pastoral da Criança e muitas histórias de meninos e meninas que sobreviveram à mortalidade infantil e desnutrição. No segundo trimestre deste ano, 18.399 crianças foram atendidas.
Na comunidade Alvorada, uma área de invasão em São José dos Pinhais, muitas crianças receberam os cuidados da líder comunitária Geralda Martins, 60 anos.
Manoela de Melo, 5 anos, filha de Sonia Muniz Bett, 42 anos, começou a ter problema de desnutrição com oito meses de vida. Ela estava minguando, diz Sonia. Com um ano de idade, Manoela tinha ossos de uma criança de 10 meses. Procurei dona Geralda e, com remédio caseiro e alimentação especial, Manoela melhorou em nove dias.
Até os 4 anos, Manoela estava abaixo do peso normal. Hoje, já está acima. Manoela é miúda (por causa do pai), mas é uma menina forte e inteligente. Na escola, não tem melhor.
Dois dos netos de Yara dos Santos, 46 anos, também tiveram desnutrição. O pior caso foi o de Eduardo, quatro anos. Ele tinha um ano e não saía dos quatro quilos, diz Yara. Eduardo tem hoje 18,6 quilos.
A nora de Yara, Albertina Ferreira Porcino, 23 anos, acaba de passar pelo problema com o filho Matheus, seis meses. O menino nasceu com 1,9 quilo. Preocupada, Albertina começou a tomar uma sopa com farelo especial, recomendado pela Pastoral da Criança, e também dá-la ao filho. Hoje, Matheus está com 5,7 quilos. (A.C.)





