Crianças recebem segunda dose de vacina
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sábado, 19 de setembro de 2009
Omar Godoy<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Cerca de 14,7 milhões de crianças brasileiras com menos de cinco anos tomaram ontem a vacina contra a poliomelite. Esta, pelo menos, era a meta do Ministério da Saúde, que pretendia imunizar 95% da população dessa faixa etária. Para isso, foram mobilizados 115 mil postos fixos e móveis em todo o país, das 8 às 17 horas.
No Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde esperava vacinar 775.650 crianças. Cento e dezesseis mil apenas na capital, onde a prefeitura montou uma rede de 360 postos, espalhados por unidades de saúde, creches, escolas, shoppings e supermercados. Também foram disponibilizadas outras vacinas do esquema básico (tetravalente, tríplice viral, etc.). Em Londrina, a meta era imunizar cerca de 33 mil.
Foi a segunda fase da campanha anual de vacinação, que deveria ter acontecido no último dia 22 de agosto e acabou sendo adiada por conta da epidemia da gripe A (que então estava no auge). Aliás, muitos pais ficaram em dúvida se deveriam levar seus filhos até os postos - seja porque as crianças estavam gripadas ou simplesmente para evitar aglomerações.
''O fluxo foi um pouco diferente desta vez. Vários postos foram montados em locais abertos e ventilados, como tendas, justamente para evitar o contágio do vírus H1N1 e incentivar os pais a levar as crianças'', afirmou Raquel Farion, coordenadora da Central de Vacinas da Secretaria de Saúde de Curitiba.
De acordo com a médica, a vacina contra a paralisia infantil não tem contraindicação, somente em caso de febre muito alta. Mesmo assim, a criança tem de passar pela avaliação de um médico, que deve decidir se ela está apta ou não para tomar a vacina. A coordenadora ainda explicou que uma possível prorrogação da vacinação depende do Ministério da Saúde, que vai avaliar se a meta foi antigida.
O último caso de poliomelite registrado no Paraná ocorreu em Curitiba, em 1986. No Brasil, a doença foi erradicada em 1989. Segundo o Ministério da Saúde, o país recebeu o certificado internacional de erradicação da paralisia infantil em 1994. No entanto, a vacinação continua sendo necessária porque o vírus ainda circula em países africanos e asiáticos - só na Índia foram notificados 36 casos somente nos quatro primeiros meses deste ano.


