Crianças quebram vidros e pais pagam os prejuízos
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terça-feira, 19 de novembro de 1996
Marcos Zanatta 
A Escola Estadual Tomaz Edson de Andrade Vieira, no conjunto Borba Gato, zona Sul de Maringá, foi danificada neste final de semana por dois menores, que quebraram 31 vidros da sala onde funciona a biblioteca. A diretora da escola, Edith Dias de Carvalho, conseguiu identificar os responsáveis conversando com colegas dos meninos. Um dos garotos tem 6 anos - o outro tem 8 e é aluno da escola.
Antes de descobrir os autores do vandalismo, a diretora deu queixa na polícia. Ela obrigou as famílias dos dois menores a arcar com todo o prejuízo (cerca de R$ 180). Eu sei a falta que este dinheiro vai fazer para as famílias, mas não tinha outra saída, diz ela. As famílias são de classe média baixa.
Edith reclama do risco constante de roubos e principalmente de depredação, embora a escola esteja em um bairro considerado calmo, ao lado do centro esportivo municipal, que tem policiamento. A saída, segundo ela, seria a construção de uma casa no pátio da escola, que deveria abrigar a família de um policial militar.
Nós já trabalhamos junto com a comunidade para manter a qualidade do ensino, e queremos o empenho do governo ou do município para garantir a segurança, explica.
Escola frágil Segundo Edith, a depredação da escola mostrou a fragilidade da segurança. Se existisse uma família morando aqui dentro, isso não aconteceria. A escola já foi vítima de arrombamento e furto de equipamentos, este ano. Acredito que tudo isso seja ação de menores, que procuram objetos de baixo valor para vender, mas não podemos aceitar esta situação.
Agora, a diretora pretende cobrar mais uma vez do governo e do município a construção de uma casa. Ela acredita que abrigar a família de um PM dentro da escola evitaria a ação de marginais e vândalos. O certo seria cada escola ter uma casa para um militar, propõe.


