Cerca de 100 crianças, alunos de escolas e moradores da região próxima ao aterro do Igapó 2 participaram da manifestação em favor da preservação do aterro. ‘‘Eu sempre venho aqui com meu pai para correr e brincar. Acho errado a prefeitura querer transformar isto em um lugar para lanchonetes e outras coisas’’, diz Lucas Fabiani, de 10 anos, aluno da escola A Nossa Escolha - Seta.
Os mais de 50 alunos da escola que participaram da manifestação, usaram máscaras brancas cobrindo o nariz e a boca. ‘‘Um espaço tão bonito devia ser melhorado com mais árvores e alternativas de lazer que não prejudicassem a natureza’’, defende Bruno Henrique Pirolo, de 9 anos. As máscaras representavam a defesa contra o mau cheiro do lixo e animais mortos comumente jogados no aterro.
Com a chuva forte de terça-feira à noite e a chuva fina que caiu ontem, o aterro estava encharcado. Mesmo assim as crianças não se intimidaram. Brincaram com os palhaços e participaram das atividades artísticas programadas pelo Centro Acadêmico de Arquitetura e Urbanismo (Cacau) da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Ontem, as crianças e os alunos da UEL fizeram trabalhos em mosaico para compor um mural. A proposta do Cacau é que o mural passe a ser um marco do início da união dos vários setores em favor da preservação do aterro. O mural vai ser fixo e será instalado no aterro, próximo à barragem do Igapó 2.Mario CesarCrianças durante manifestação: ‘‘Área deve ser destinada ao lazer’’Célia Baroni

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