'Crianças não têm consciência', alega diretora
A diretora do Colégio Estadual Newton Guimarães, Ana Isabel Bettin, afirma que todas as providências necessárias foram tomadas assim que tomou conhecimento da ocorrência, e nega que a Patrulha Escolar não tenha sido acionada. ''Os patrulheiros chegaram na escola praticamente ao mesmo tempo que a mãe.'' Quanto a chamar o Samu para prestar socorro ao aluno, ela disse ter avaliado que não havia necessidade.
Ana Isabel informou ainda que o Núcleo Regional Educação (NRE) foi informado. Visitas foram feitas em todas as salas, acompanhada das coordenadoras pedagógicas, para conversar com os alunos. Posteriormente, houve reuniões com os pais e suspensão do intervalo dos alunos envolvidos por duas semanas.
A diretora admite que tinha conhecimento da brincadeira envolvendo tapas e empurrões - da qual só participaria quem quisesse -, mas não chegou a coibi-la. ''Não sei dizer o que aconteceu (no dia da agressão). Eles não são bandidos, são crianças que não têm consciência de que estão fazendo algo mau'', argumenta Ana Isabel. Ela garante que sempre esteve atenta aos conflitos e que se preocupa com a banalização da violência e com a sua chegada ao ambiente escolar. ''O que mudou, agora, é que estamos conseguindo uma maior aproximação com as famílias.'' (S.L.)





