Formar cidadãos com a ajuda do esporte. Esse é um dos projetos da diretoria da Associação de Moradores dos jardins Santa Joana, Cristal e Campos Elíseos (zona sul), que toma posse depois de amanhã. A organização aposta todas as suas fichas na construção do ginásio esportivo que vai atender os cerca de quatro mil moradores dos três bairros. Depois de anos de reivindicações, o ginásio deve ser erguido pela Prefeitura de Londrina numa área de 1.593 metros quadrados, com um valor estimado de R$ 292 mil.
O ginásio, previsto para ficar pronta até o dia 28 de junho, terá quadra poliesportiva com arquibancada, vestiários, banheiros, cozinha e cantina. Por enquanto foi feita a terraplanagem do terreno. Enquanto aguardam a tão esperada obra, as crianças ''se viram'' como podem para brincar e praticar esportes.
Ronaldinhos, Kakás, Robinhos, Diegos e muitos outros ídolos do futebol tomam forma dos meninos nos ''campos e quadras'' improvisados nas ruas dos bairros. As chuteiras dão lugar aos pés descalços e as traves, a tijolos. ''De vez em quando eu machuco o pé, porque tem pedra na rua. Essa quadra é um sonho para a gente'', afirma com um grande sorriso o menino Efraim Lucas Pereira, 11 anos, um dos craques da rua. Assim como ele, muitas outras crianças começam a ver o sonho de ter um local para praticar esportes, ou simplesmente brincar, mais perto de ser realizado.
Há aqueles que preferem os esportes radicais. Uma montanha de pedra colocada no terreno em que será construído o ginásio é utilizada pela criançada para a prática de uma espécie de sandboard esporte em que o praticante usa uma prancha para descer dunas. Elas sentam em um pedaço de papelão e descem a montanha. Alegria total.
A presidente reeleita da associação, Isabel Cristina Souza Pereira, diz que o local será muito bem aproveitado, não só para o esporte, mas para outras atividades. Dentro da hierarquia da associação, foi criada uma comissão para incentivar o esporte entre as crianças e promover eventos esportivos e culturais. ''Nossa intenção é tirar as crianças das ruas e fazê-las participar de diversas atividades. Com isso pretendemos deixá-las mais longe da criminalidade e das drogas'', explica Isabel Cristina.

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