Crianças especiais precisam de padrinhos
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terça-feira, 09 de agosto de 2011
Michelle Aligleri <br> Reportagem Local 
Quem tem crianças especiais em casa sabe que o atendimento multidisciplinar e o acompanhamento profissional são fundamentais para o desenvolvimento delas. As visitas a fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e médicos geralmente fazem parte da rotina semanal dessas famílias. Uma das terapias que apresenta resultado bastante positivo é praticada sobre o cavalo: a equoterapia. Esta atividade, porém, acaba ficando distante para crianças de baixa renda cujos pais já têm o orçamento comprometido com outros tratamentos convencionais.
Em Londrina existe um trabalho de equoterapia desenvolvido por uma educadora física e uma fisioterapeuta dentro do Parque de Exposições Ney Braga, com apoio da Sociedade Rural do Paraná. Para atender crianças carentes que precisam da equoterapia, Dóris Alho, responsável pelo serviço, desenvolveu um projeto social. ''Contamos com a parceria de empresários que adotam crianças e custeiam o tratamento durante um ano'', disse. Atualmente, das 20 crianças atendidas pelo serviço, três são financiadas pelo projeto e outras três recebem bolsa integral cedida por Dóris.
Segundo ela, oito crianças que precisam fazer equoterapia aguardam um padrinho. ''Queremos convidar os empresários para conhecer o projeto e ser padrinhos de uma criança especial. O apoio é firmado durante um ano e pode ser prorrogado. O valor é de R$ 130 por mês, a contrapartida das famílias atendidas é de R$ 60. Para muitos pais, esta parceria garante o tratamento e possibilita melhora na condição do filho'', explicou.
Dóris disse que, em geral, as crianças são atendidas uma vez por semana. As sessões têm duração de meia hora e ocorrem de segunda a quinta-feira.
Conforme a fisioterapeuta da equipe, Dayane Sampaio Pivaro, o benefício da equoterapia está no movimento tridimensional desenvolvido pelo cavalo, que é semelhante ao andar humano. ''Quando o animal está em movimento, ele faz a dissociação das cinturas pélvica e escapular. Isso ajuda no desenvolvimento motor'', disse. Ela explicou ainda que a atividade também trabalha a coordenação motora e o equilíbrio. ''Ajuda no controle do tronco e da cervical''.
De acordo com Dayane, a evolução depende de cada caso. ''Às vezes vemos diferença já na primeira sessão. Temos crianças que não andavam e com quatro meses de terapia conseguiram caminhar'', lembrou. A Equoterapia Pocotó atende crianças e adultos com paralisia cerebral, síndromes em geral, problemas ortopédicos e circulatórios, deficit de atenção, além de deficientes visuais e auditivos, entre outros.
Serviço:
Mais informações sobre a equoterapia podem ser obtidas com Dóris Alho, pelo telefone (43) 8404-0387


