Olhinhos brilhantes e atentos às muitas novidades. Passinhos apressados e ansiosos em meio a gôndolas e mais gôndolas de brinquedos. Assim é o Natal para a criançada. Nas lojas especializadas em Londrina, eles dominam a cena e os pais viram coadjuvantes de luxo, que além de carregar as compras têm de bancar os gastos, que estão maiores em 2003. A poucos dias das festas natalinas, a procura por brinquedos é intensa: pelo lado dos meninos, os mais vendidos são os carros de controle remoto e cenários que simulam situações reais; entre as meninas, as bonecas ainda não perderam o encanto.
O grande campeão de vendas deste ano são as chamadas ''baybleids'' (ver texto nesta página). Mas como é um brinquedo que caiu no gosto das crianças há algum tempo, os pais estão tendo que ceder ao pedido de um presente de Natal extra, com mais cara de presente.
O relações públicas Antônio Carlos Agostinelli, 39 anos, não teve opção: além de já ter dado algumas ''baybleides'' para o filho Júnior, de 8 anos, acabou comprando uma bicicleta, o pedido oficial do garoto para o Papai Noel. Agostinelli optou em fazer as compras para os sobrinhos e ''amigos secretos'' no Shopping Popular em busca de preços mais convidativos. ''Tem que ser presentes baratos para a gente conseguir agradar todo mundo'', apontou.
A empresária Cristiane Moretto, 32 anos, procurou o maior shopping de Londrina para comprar os brinquedos para os filhos Brunno e Fernando, de seis e nove anos respectivamente. Ela preferiu antecipar as compras ''para encontrar mais variedade'' e porque pretende viajar com a família. A ''brincadeira'' custou cerca de R$ 650,00. Fernando pediu logo as luvas do herói mais verde do cinema. ''Gosto de parecer o Hulk'', justificou o garoto. Já o irmão mais novo demorou um pouco mais para escolher os três personagens do jogo de computador ''Mortal Combat'' que levou para casa, pois ''não tinha certeza do que queria''.
Acostumada a comprar em uma loja de brinquedos de um shopping no centro da cidade, a dona de casa Leonilda Oliveira de Souza, 44 anos, não precisou andar muito para agradar a filha Ana Beatriz, de seis anos. A menina escolheu uma máquina fotográfica da Xuxa. ''Quero ser fotógrafa quando crescer e também tenho um monte de bonecas em casa. As minhas amigas também têm um monte de bonecas só que elas querem mais'', comentou, avisando que as colegas serão suas primeiras modelos.
Os lojistas comemoram o bom momento, mesmo com os preços estando entre 10% e 15% mais caros do que no ano passado. Segundo o gerente de uma loja especializada do centro, Marcos Ernst, a média de gasto per capita está se mantendo entre R$ 60,00 e R$ 100,00. ''Estamos há um ano no mercado e este ano está havendo uma antecipação maior das compras'', avaliou. Para a véspera de Natal, previu Ernst, deverão sobrar apenas ''aqueles clientes mais desesperados''. A loja dispõe de um estoque com cerca de 12.200 ítens e não trabalha com brinquedos que possam incitar a violência.
Quem mais entende de Natal também está tendo trabalho nesta reta final. O Papai Noel do Shopping Popular conversa com uma média de 500 crianças por dia e revelou que os pedidos mais comuns de presentes são as bicicletas, os videogames e, é claro, as bonecas. ''Vai dar trabalho para agradar todo mundo'', comentou o bom velhinho.

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