Especial para Folha
Farmácias e postos de saúde foram os primeiros a sentir a queda da temperatura. Desde a semana passada, quando o frio aumentou, cresceu a procura por atendimento de pessoas com gripes e doenças respiratórias em Curitiba.
Crianças abaixo de nove anos e idosos com mais de 60 são os que mais sofrem nesta época do ano.‘‘Os problemas respiratórios são o primeiro caso de doenças entre as crianças e o segundo entre os idosos’’, explica Karin Regina Luhm, chefe da Coordenação de Diagnósticos da Secretaria Municipal de Saúde. É o caso de Adriano da Silva, quatro anos, e sua avó, Maria Agner, 69 anos. Os dois estavam ontem na Unidade de Saúde da Criança, em Curitiba, com sintomas semelhantes: garganta inflamada, dificuldades respiratórias e dores de cabeça. Adriano teve que fazer uma sessão de inalação ontem e ser medicado. A avó tomou a dose da vacina anti-gripal há um mês, mas não foi poupada de outra gripe, esta que já recebeu o apelido de ‘‘Tiazinha’’ (‘‘leva para a cama e chicoteia’’).
Os postos de saúde da prefeitura normalmente atendem, nos meses de maio e junho, o dobro de casos de pacientes com gripe e doenças respiratórias. A média de atendimentos sobe de 7 mil em janeiro para 14 mil em maio.
Em maio do ano passado, quando foi registrado um número alarmante de pacientes com gripe, os postos atenderam 29,5 mil pessoas com esta doença. Mas este ano tudo indica que o surto não vai se repetir.‘‘Os sintomas estão mais leves e o número de pacientes que apresentam gripe está normal’’, afirma Liange Araújo, pediatra chefe da Unidade de Saúde da Criança, no centro de Curitiba. Mesmo assim os postos estão reforçando os medicamentos para inalação, analgésicos e antitérmicos, para atender os casos rotineiros.
Nas farmácias, o número de compradores de vitamina C, analgésicos e antitérmicos também cresceu. ‘‘Houve um aumento de 30% nas vendas desses medicamentos nos últimos dez dias.’’, conta a farmacêutica Tatiana Sizuco Gameiro, responsável por uma farmácia na Vila Hauer.
VacinaA campanha do Ministério da Saúde para vacinar idosos contra gripe alcançou 98,4% da população acima de 60 anos de Curitiba. Foram aplicadas 77.177 doses contra os vírus da família Influenza, considerado o grupo mais forte da doença.‘‘É aquela que derruba a pessoa’’, explica Karin Regina Luhm, da Secretaira Municipal de Saúde. Ela diz que o vírus sofre mutação, mas a Organização Mundial de Saúde faz um estudo do tipo de maior incidência e muda a composição da vacina anualmente. A vacina é comercializada em farmácias e custa em média R$ 25.Kraw PenasO menino Adriano da Silva, com a avó Maria Agner e a mãe Hilde, na Unidade de Saúde da Criança: sofrendo com a ‘‘Tiazinha’’Daniela Neves

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