Crianças do Santa Fé estão sem creche
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segunda-feira, 06 de agosto de 2007
Guilherme Borges<br>Reportagem Local 
Cerca de 120 crianças do Jardim Santa Fé (Zona Leste de Londrina) estão sem aulas desde o final de junho. O Centro de Educação Infantil (CEI) Iracema Helene Canpregher está fechado por falta de água e luz. ''Eu estou preocupada porque estou atrás de trabalho e, se der certo, não terei onde deixar meu filho. Por enquanto ele está ficando comigo, mas como vou fazer se der certo?'', preocupa-se a dona de casa Ana Aparecida dos Santos, 38 anos.
Outra mãe, Roseli Bernardes Gonçalves, 38 anos, tem deixado o filho de três anos com a vizinha. ''O duro é quando ela tem que sair, aí eu tenho que levá-lo comigo no serviço. Eu não posso deixar de trabalhar. Como vou pagar minhas contas? Só que eu acho errado a creche ficar fechada.''
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, a instituição era mantida pelo Movimento Cristão de Cidadania e Dignidade da Associação Beneficente Amigos de Santo Antônio. ''Só que por problemas adiministrativos nós tivemos que encerrar o convênio com esta entidade, pois ela não tinha mais condições de manter o centro'', explica a gerente de gestão escolar da secretaria, Simone Magrinelli.
Outra instituição não governamental deve assumir a creche, mas o convênio ainda não foi firmado. ''Desde junho estamos neste processo de convênio, mas essa tramitação é lenta mesmo. Esperávamos que até o começo de agosto estivese tudo certo e esta semana é que o processo entra na última fase, então acredito que leva apenas mais alguns dias para as atividades voltarem ao normal.'' Com a nova parceria, o nome da instituição deve permanecer o mesmo, mas a equipe de trabalho deve ser alterada. ''É vida nova para o centro de educação infantil, com novas pessoas na direção e realizando os trabalhos'', assegura.
A dona de casa Maria Aparecida Santos, de 74 anos, 20 deles morando no Jardim Santa Fé, se indigna com a situação. ''Eu não tenho filhos lá, mas muitas mães têm. Se eu fosse uma delas já tinha denunciado isso. Acredito que esse tipo de serviço tem que ser mantido pela prefeitura e não por essas ONGs e associações, porque a gente depende disso e se elas deixarem a gente na mão, o que as mães vão fazer?'' A secretária Carmen Sposti foi procurada pela reportagem no final da tarde, mas ela estava em uma reunião.


