Crianças devem entrar mais cedo na escola
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de dezembro de 2003
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
A Secretaria de Educação de Londrina está recomendando que crianças, a partir dos seis anos de idade, sejam matriculadas na 1 série do Ensino Fundamental. Com isso, pais que hoje mantêm filhos nessa faixa de idade em creches do Município teriam de transferi-los para escolas da rede municipal.
De acordo com a secretária municipal de Educação, Carmem Baccaro Sposti, a recomendação visa distribuir melhor as crianças entre as instituições do município, acomodando os alunos em idade escolar em instituições mais próximas de suas casas. ''Não é uma determinação. A transferência só é obrigatória para crianças a partir de sete anos. Antes disso, apenas recomendamos que a criança que tiver algum familiar para ficar com ela durante meio período seja colocada na escola'', esclareceu. ''Inclusive porque a criança precisa ter essa aproximação com a família.''
Carmem acrescenta que a medida está de acordo com a tendência atual da educação que, em breve, deve ampliar a duração do Ensino Fundamental de oito para nove anos. Ela admite que, a princípio, a recomendação pode causar reações negativas em mães que, trabalhando fora e com baixo poder aquisitivo, contam com as creches para manter os cuidados e o almoço dos filhos. ''Podem haver reações, mas isso só deve ser sentido a partir do início das matrículas da rede, no próximo dia 1º'', assinalou.
A diretora da Creche Novo Amparo (Zona Norte), Patrocínia Pacheco, apoiou a postura da secretaria. Ela acredita que crianças a partir de seis anos já podem ser cuidadas em casa, com mais facilidade, por algum parente. ''Tendo uma escola perto de casa, ela tem condições de ficar só meio período'', argumentou.
Ela acredita que todas os alunos, nessa idade, devem ser transferidos, pois as crianças de seis anos que continuarem nas creches terão dificuldade de se adaptar com a maioria de idade inferior. ''Com essa medida poderemos atender mais mães. Mas não queremos prejudicar ninguém. Vamos conversar com os pais de alunos e entrar num acordo'', afirmou.


