Cerca de cinco mil alunos de 31 Centros de Educação Integral (CEIs) de Curitiba estão participando do Projeto ProAr, para monitoramento da qualidade do ar. Utilizando o Eco-sinal - equipamento importado dos Estados Unidos que mede o índice de poluentes, os estudantes, junto com técnicos da universidade, puderam comprovar, na semana passada, uma alta concentração de ozônio no ar da cidade.
A coordenadora do projeto, Ziole Malhadas, explica que o ozônio, apesar de ser um gás importante na proteção da camada mais externa da Terra, se torna prejudicial quando está na superfície, em altura inferior a 30 quilômetros. ‘‘Ele se transforma em ozônio ruim quando é produzido por uma reação dos gases expelidos pelos veículos e chaminés das indústrias. Desta forma, o gás pode causar sérios problemas à saúde e ao meio ambiente, aumentando a ocorrência de asma, bronquite e resfriados.’’
De acordo com a pesquisa, os bairros que apresentam os níveis mais elevados do poluente são Pinheirinho, Cidade Industrial, Portão, Novo Mundo, Campo Comprido, Alto Boqueirão e São Braz. ‘‘Esta é a terceira fase das observações e mostra índices que variam de 240 até 480 microgramas por metro cúbico, enquanto o normal é de 160 microgramas por metro metro cúbico’’, compara Ziole.
O resultado das observações, segundo a coordenadora de projetos da Secretaria de Educação, Maura Moro, está norteando uma campanha de educação ambiental lançada nas escolas, além de reforçar o trabalho de fiscalização dos agentes poluidores pelo Instituto Ambiental do Paraná e Secretaria do Meio Ambiente.
As escolas estão utilizando uma cartilha com informações sobre os efeitos e controle da poluição do ar. ‘‘A nossa intenção é tornar as crianças agentes multiplicadores de informação. Existem medidas simples que podem ser adotados em casa’’, diz Maura.

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