Carnaval é desfile pomposo em sambódromo, com exibição na tevê, e baile nos clubes. Dia de dançar ritmos que nem precisam necessariamente ser apenas samba. Esta definição moderna da folia foi reavaliada por alunos da Escola Estadual Rina Maria de Jesus Francovig, no jardim Campos Elíseos (Zona Sul da cidade).
Os estudantes da quinta à oitava série passaram os últimos dez dias pesquisando a música, as máscaras, as fantasias e até a questão da violência e das drogas no período de folia. ''Nosso objetivo era mostrar aos alunos que o carnaval tem uma história e tradições que devem ser lembradas'', explicou Márcia Cristina Cornélio, diretora da instituição. O trabalho, coordenado pela supervisora Eliane Marçal, é o primeiro de uma série que a escola pretende realizar sobre as datas comemorativas do País.
Os resultados dessa iniciativa puderam ser conferidos por alunos e professores em uma apresentação realizada na manhã de ontem no pátio da escola e em cartazes educativos espalhados pelo colégio. Os próprios estudantes cuidaram da decoração do local e confeccionaram máscaras que, talvez pela pouca intimidade com a folia, tiveram vergonha de usar.
Mas se a vergonha imperou na hora de sambar na frente dos colegas e de se fantasiar, o interesse pelo trabalho fez com que as crianças organizassem uma bela festa, inclusive com desfile mostrando a evolução das fantasias. ''As crianças estavam eufóricas, queriam apresentar logo'', contou Eliane. Segundo ela, o trabalho serviu também para promover uma maior integração entre professores, alunos e funcionários neste começo de ano letivo. ''Estão todos mais unidos, num ambiente mais alegre'', observou.
A alegria, aliás, foi o ponto ressaltado por Letícia Gonçalves, de 12 anos, ao avaliar o trabalho que realizou. Para esta estudante da sexta série, o interesse pelo carnaval aumentou depois que ela conheceu como era a festa antigamente e as diferenças existentes entre as folias de outros Estados. ''Sempre gostei (de carnaval), mas agora que eu sei mais coisa sobre o assunto, a festa se tornou ainda melhor. E é muito legal poder passar para as outras pessoas o que a gente pesquisou.''
Já para Everton Alves da Silva, de 14 anos, o melhor mesmo foi poder vestir a fantasia. ''Gostei de representar como eles se vestiam antigamente. É bem mais legal participar do que ficar só olhando'', avaliou. Questionado se gostou mais do modelo antigo de carnaval, Everton foi enfático: ''Os dois são bons''.

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