''Iiii, ela tá fazendo xixi!'', ''Nós vamos tirar leite?'', ''Aqui tem porquinho?'' Estas foram algumas das expressões foram ouvidas na terça-feira à tarde, durante passeio de uma turma de 16 alunos da educação infantil da Escola Educativa à fazenda e laticínio Seleção, no Distrito de Warta (Zona Norte de Londrina). Muitas nunca tinham visto uma vaca de perto, que dirá acompanhar todo o processo de retirada e processamento do produto.
Logo na chegada, a reação de algumas ao cheiro característico do gado denunciava a falta de familiaridade com o ambiente. De mãozinhas no nariz, elas iam conhecendo um pouco mais sobre o ambiente e seus habitantes. Encantaram-se com os bezerros - que a certa altura foram confundidos com carneirinhos - e com a facilidade com que suas mães enchiam grandes frascos de leite. ''Gostei de ver estas teteiras. Eu achava que tiravam o leite com a mão'', confessou Julia Kamura, de 5 anos.
Rafaela Catarinuki, 5 anos, resumiu em poucas palavras o diferente passeio: ''Gostei de tudo.'' Ana Flávia Sella, de 6 anos, era uma das mais animadas. Acostumada ao convívio com os animais, revelou que gosta de leite, mas que aquele ali ainda tinha que ''limpar'' para poder beber. Durante quase uma hora, ela e os colegas acompanharam a ordenha e o resfriamento da bebida, e tiveram uma aula sobre a técnica de pasteurização. Antes de voltar para a escola, carregando alguns saquinhos de leite tipo A, ainda se divertiram dando mamadeira para um bezerrinho de poucos dias.
''Embora o leite seja um alimento muito familiar para as crianças, percebemos que várias não tinham noção de todo o processo até a chegada em suas casas. Esta experiência os faz ter consciência da importância do alimento, do cuidado com o animal, e isto vai se reproduzir depois, no dia-a-dia de cada um'', explicou a coordenadora pedagógica da escola, Michelle Brambilla Kozuki.
Para a proprietária do laticínio, Márcia Mateus, é importante mostrar à criança de onde vem um alimento tão importante na sua vida. As visitas, segundo Márcia, não atrapalham a rotina de trabalho da propriedade. ''Nossas vacas estão acostumadas ao barulho. Conversamos normalmente na sala de ordenha, então quando recebemos visitas elas não ficam estressadas'', assegurou.

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