As crianças e adolescentes que estão nas ruas de Londrina, em situação de risco social ou emocional, vão ganhar uma ‘‘casa transitória’’. Na terça-feira, a Secretaria Municipal de Ação Social assinou convênio com o governo estadual para a implantação do projeto. Pelo convênio, o Estado vai liberar R$ 85 mil para a compra de um imóvel e de um automóvel utilizados no projeto. A casa transitória terá capacidade para receber 15 menores, sempre com permanência curta.
A secretária de Ação Social, Marisa Goettel do Nascimento, diz que a implantação do projeto foi considerada prioridade pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. ‘‘A casa transitória vai permitir maior organização do atendimento e facilitar a solução de cada caso.’’ Hoje, os educadores não contam com um local específico para encaminhar os menores abordados e ficam na dependência de vagas nas instituições da Cidade.
Segundo ela, a maioria das crianças e adolescentes que estão nas ruas hoje tem família. ‘‘A estimativa é de que apenas 25 crianças e adolescentes estejam vivendo de fato nas ruas da cidade’’, diz. Mas os familiares das crianças em situação de risco, ressalta Marisa Goettel, também precisam receber assistência.
A prefeitura já começou a procurar um local para a casa transitória, mas aina permanece um problema: faltam recursos para o pagamento dos profissionais que irão atuar no atendimento. Desde a elaboração do projeto, a Secretaria de Ação Social tentou várias vezes, sem sucesso, conseguir apoio da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) para o pagamento dos funcionários. ‘‘Estamos buscando apoio na iniciativa privada, empresa por empresa’’, diz Marisa Goettel.
A secretária de Ação Social não quer adiantar nenhum prazo para a casa transitória começar a funcionar. ‘‘Posso apenas garantir que depois do dinheiro depositado na conta da prefeitura, precisaremos de no máximo um mês para colocar a casa em funcionamento.’’

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