É possível levar as crianças à Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina e fazer com que se divirtam sem gastar um centavo? Alunos de cerca de 200 escolas públicas da cidade e região têm mostrado que sim.
Como vem fazendo todos os anos, a Sociedade Rural do Paraná liberou a entrada para excursões escolares, para crianças do ensino fundamental e entidades como Apae e Ilece. E, como ocorre em todos os anos, essa tem sido a oportunidade para muitas delas conhecerem o evento.
''Cerca de 70% dos nossos alunos não conhecem a exposição. Tem crianças que já vieram com seus pais, mas que não conheceram muitos dos lugares que vimos no nosso passeio'', comentou Maria Martins Scaragoto, diretora de uma escola. O passeio da escola incluiu um tour pela Via Rural, onde meninos e meninas puderam conhecer o processo de ordenha, a criação de peixes, uma maquete ambiental e caminhar por uma trilha ecológica, entre outros.
Segundo a diretora, este ano houve mais atrações para os alunos conferirem. ''Elementos como a trilha ecológica contribuem para o aprendizado dessas crianças, que depois vão conscientizar seus pais'', avaliou.
Pedro Augusto Cervantes, 5 anos, disse que gostou de ver os bois, mas mais ainda de ver de perto o sistema de ordenha das vacas. ''Eu tinha visto na tevê uma máquina que tirava leite automaticamente, e telefonava sozinha pro produtor se alguma coisa dava errado'', explicou. ''A vaca tem quatro tetas, e tirar o leite chama ordenha'', complementou Mateus Lima, 7 anos, mostrando o que aprendeu em sua primeira visita à exposição. ''É a primeira vez que venho, mas já me acostumei com o cheiro dos bois'', garantiu.
Também em sua primeira visita, Aline Fátima Batista, 8 anos, gostou tanto do que viu que nem fazia mais tanta questão de ir ao parque de diversões. ''Gostei mais da maquete ambiental, que tinha riozinho, e natureza. Quero ir ao parquinho, mas também quero conhecer mais coisas'', afirmou.
A escola municipal de Priscila Caroline de Almeida, 8 anos, levou o lanche escolar para que as crianças não precisassem gastar com alimentação no parque, mas a grande preocupação dos alunos era mesmo se poderiam ir ao parquinho - não incluído no passeio. O que não impediu, porém, que eles encontrassem outras formas de diversão. ''Passei a mão no boi, e depois ele só ficou me encarando'', comentou Priscila Caroline de Almeida.
Agente de gestão de uma escola municipal, Ana Marta de Souza Santos costuma participar da excursão escolar todos os anos, e ainda faz uma nova visita à exposição junto com a família. Ela garante que não se cansa de tanto ver bois. ''Gosto muito dos bois. Morei em sítio, estou acostumada com os animais desde pequena. Então me lembra a infância'', revelou.
Até o dia 13, último dia do evento, cerca de 30 mil estudantes devem visitar o Parque de Exposições Ney Braga.

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