Crianças de 12 países refletem sobre a paz
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segunda-feira, 25 de julho de 2016
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 

Crianças de 12 países diferentes vivem em uma chácara na zona rural de Londrina a experiência de compartilhar cultura, conhecimento e a educação para a paz. Através do Children´s International Summer Village (Cisv), a cidade está sediando um acampamento que reúne, por 28 dias, 48 meninos e meninas da Alemanha, El Salvador, Turquia, França, Bélgica, Itália, Estados Unidos e também do Brasil, entre outros lugares. O "Village", como é chamado este programa, tem o objetivo de proporcionar às crianças a oportunidade de conhecer outras culturas e costumes e, dessa forma, refletir sobre a tolerância, o respeito e o entendimento das diversidades.
Conforme explicam Fabiano Scalassara, presidente do Cisv Londrina, e Bruno Vissoci, que faz parte da equipe que está apoiando o acampamento local, a organização foi criada logo após a Segunda Guerra Mundial com o objetivo de promover a paz entre os povos. "Todo o trabalho é baseado na educação para a paz. A ideia é que, caso essas crianças se tornem líderes em seus países, lembrem-se que têm amigos de outras culturas e não escolham a guerra", explicam.
Segundo eles, a troca entre todos é muito importante e atinge também algumas famílias da cidade que hospedam as crianças por um fim de semana. "O objetivo é inspirar os participantes para que se tornem cidadãos globais e participativos", contam, destacando que os mais jovens são mais fáceis de trabalhar por não estarem contaminados por maldade e preconceitos.
Os programas do Cisv, que atendem também jovens de outras idades, são baseados em desenvolvimento sustentável, direitos humanos, diversidade e resolução pacífica de conflitos. No domingo (24), por exemplo, as crianças fizeram uma atividade baseada na limitação de alguma capacidade. Alguns tiveram olhos vendados, outros não podiam falar e ainda houve crianças que tiveram as pernas presas. "Dessa forma eles se põem no lugar de quem realmente vive estas dificuldades. Ao final do dia, sempre há uma conversa para debater a experiência", relatam.
Outra atividade simulou a privação que vivem os refugiados que buscam principalmente na Europa um lugar seguro para recomeçar a vida. No acampamento, um grupo de crianças ficou privada do almoço, se alimentando apenas por lanches. A experiência foi a que mais tocou Isabella Arciniegas, de 11 anos, da Costa Rica, que foi encorajada por amigos que participaram de outros acampamentos a viajar para o Brasil. "Estou aprendendo sobre a importância de respeitar as pessoas e ser gentil", diz ela, que também despertou para a necessidade de ajudar os que precisam. "A atividade me fez pensar na minha família, em tudo que tenho e também no futuro", conta ela.
O italiano Carlo Alberto Chieli, 11, que também conheceu o Cisv através de amigos, está encarando o acampamento como uma oportunidade para conhecer outras culturas, crescer e fazer amigos fora da Itália. "É um desafio ficar sem minha família por um mês", diz ele, que se esforçou para conseguir se integrar com todos desde a primeira semana para vivenciar uma boa experiência. "Estou aprendendo coisas novas e me divertindo muito", diz.
SERVIÇO Mais informações sobre o Cisv no http://www.cisv-ldb.org.br/v2/ ou https://www.facebook.com/LondrinaCisv/


