Crianças convivem com violência
Crianças convivem com violência
Mario CesarEdilaine: Não temos arma de fogoMario CesarLeila: Vou ajudar na campanhaNas salas de aula visitadas pelos membros da campanha, os alunos demonstram através de histórias conhecer de perto o uso de armas de fogo e a prática da violência. Rapidamente eles entendem os objetivos da campanha e se dispõem a colaborar com ela, levando para suas casas as novas informações obtidas. Elas não são, no entanto, muito otimistas com o resultado que será alcançado.
Lá em casa, não temos arma de fogo. Vou ajudar conversando com os vizinhos e amigos de meus pais. Mas acho difícil alguém trocar a arma por cesta básica, porque quem tem uma pensa que pode resolver seus problemas com ela, comenta Edilaine Barbosa, 13 anos, lembrando que conheceu um homem que andava armado. Com uma espingarda, ele matou a mulher e um filho. Não sei se ele foi preso, mas soube depois de uns dois anos que ele se mudou para um sítio em outra cidade.
A estudante Leila Cristina Pereira, 11 anos, conta que ficou muito triste quando, perto do bairro em que mora, num conflito de moradores contra o aumento na tarifa do ônibus, uma mulher e uma criança foram atingidos por disparos de revólver. Eu concordo com o desarmamento e por isto vou ajudar na campanha. Se a pessoa não é policial e nem bandido, não deve mesmo andar armada. (O.C.)





