Da Sucursal

DivulgaçãoInfância ilustradaCrianças desenvolvem o hábito da leitura: projeto Biblioteca Viva prevê a inauguração de 80 bibliotecas neste ano com acervo médio de 400 livrosCriar bibliotecas em entidades sociais que trabalham com crianças carentes é o principal objetivo do projeto ‘‘Bibliotece Viva’’ do Citibank em parceria com a Fundação Abrinq pelos Direitos Humanos. A primeira das oito bibliotecas do projeto Biblioteca Viva foi inaugurada ontem em Curitiba, no Centro Social Marello, da Congregação dos Oblatos de São José, no bairro Portão.
A primeira etapa do programa atenderá a 2.840 crianças em 11 instituições de assistência. Cada biblioteca receberá em média 400 livros inicialmente. O projeto prevê a implantação de 80 bibliotecas até o final deste ano, com investimento de cerca de R$ 500 mil.
O objetivo é formar núcleos de bibliotecas de literatura infanto-juvenil em vários estados do País e capacitar educadores para que se tornem formadores de leitores, integrando o livro ao cotidiano das crianças e dos jovens.
A maioria das crianças e jovens beneficiados pelo projeto Biblioteca Viva mora com a família na periferia de grandes cidades, loteamentos ou zonas semi-rurais. As crianças de até sete anos frequentam estas instituições sociais em período integral, em sistema de creche, liberando sua mãe para o trabalho fora.
Crianças e jovens de sete a 18 anos frequentam os centros de juventude no horário inverso ao da escola, onde recebem alimentação e desenvolvem atividades esportivas, de arte-educação, de acompanhamento escolar e, em algumas entidades, de educação para o trabalho.
Nestes quase dois anos, o projeto já implantou 56 bibliotecas nas cidades de São Paulo, Brasília, Ribeirão Preto, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Blumenau, Porto Alegre, além de Curitiba, beneficiando 16.860 crianças, capacitando 95 educadores e distribuindo 22.400 livros.
Farol do Saber.
O projeto Biblioteca Viva vem reforçar o acervo dos 37 Faróis do Saber, em Curitiba. Desde 1994, quando foi construído o primeiro farol, no bairro das Mercês. O incentivo à leitura e à pesquisa tem encontrado público receptivo em quase todos os bairros da capital.
Em fevereiro, o público médio nos faróis foi de 75 mil usuários, em março este número subiu para 85,5 mil e espera-se contar mais de 100 mil leitores e frequentadores no levantamento deste mês. Até março haviam sido expedidas 85,5 mil carteirinhas de usuários.
O acervo dos faróis é de 7 mil livros. Os títulos variam um pouco entre cada um para atender às expectativas dos moradores mais próximos. No Farol do Bairro Novo, todas as sextas-feiras, às 16 horas, acontece a Hora do Conto, quando os professores se fantasiam para despertar o interesse pela literatura nas crianças.

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