A Associação de Meninos de Campo Mourão (Amecam) espera colher 90 sacas de feijão carioca em 1,5 alqueire que a entidade destinou à cultura. A colheita começou na semana passada e é feita pelos 45 meninos atendidos pela Amecam. A instituição, que fica na zona rural de Campo Mourão, utiliza o trabalho agrícola como uma das principais atividades para os meninos de famílias carentes, em situação de risco, que frequentam o local.
O feijão colhido já está sendo negociado com a prefeitura. Ainda este mês, a entidade deve iniciar a colheita de batata-doce e mandioca. Os produtos serão revendidos para empresas da cidade e para a prefeitura. Os dinheiro arrecadado com a venda da produção será usado para o pagamento da bolsa auxílio aos menores, de acordo com o número de dias que cada um trabalho no cultivo e na colheita dos produtos agrícolas.
A safra de batata-doce, por exemplo, já tem comercialização garantida com uma empresa de Campo Mourão que vende hortigranjeiros. A mandioca também deve ser vendida e usada pela prefeitura na preparação da merenda servidas nas escolas, creches e programas de assistência social. Para melhorar a produção e o aprendizado dos alunos, a partir deste ano, as crianças que frequentam a Amecam também terão aulas de horticultura.
Cada criança vai ganhar um canteiro determinado, onde aprenderá formas de cultivo de várias espécies e variedades de verduras e legumes. Segundo técnicos da instituição, o trabalho poderia ser ampliado se a Amecam tivesse mais recursos. Uma das principais reivindicações da entidade é a aquisição de um trator. Sem o maquinário, é considerado inviável o aumento da área cultivada no local.
‘‘Com mais recursos, nossa produção seria ampliada, com uma bolsa auxílio melhor e a comercialização em maior escola’’, diz o coordenador do trabalho, José Alfaro Echegaray. A diretoria da Amecam é formada por voluntários e administra a instituição com recursos da prefeitura priorizados pelos conselhos municipais da Infância e Adolescência e do Bem Estar Social.

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