Crianças caminham pela paz
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Micaela Orikasa <br> Reportagem local
O percurso não foi longo, mas suficiente para despertar os moradores do Distrito de Irerê (Zona Sul de Londrina), que, da porta de suas casas, puderam acompanhar o barulho da criançada que passeava pelas ruas ontem pela manhã.
Às 9 horas em ponto, cerca de 200 alunos deram início à 1 Caminhada e Pedalada contra a Violência, promovido pela Escola Municipal Professora Aracy Soares dos Santos. Em bicicletas e carregando cartazes, os estudantes de 1 à 4 série puderam alertar a comunidade sobre a importância de lutar contra todos os tipos de violência.
''A gente foi pedir paz porque hoje o mundo está muito violento'', alerta a estudante Ana Carolina Silva Pinho, que seguiu o percurso de bicicleta. As amigas Maria Gabriela Wagerhemer e Layara Carvalho de Paula também adoraram a atividade fora da sala de aula. ''A gente foi mostrar os cartazes para os moradores e dizer que é preciso ter paz'', diz Maria Gabriela.
A atividade foi uma iniciativa do professor Fernando Henrique de Azevedo, que ministra a oficina de ciclismo no contraturno escolar. O projeto integra a programa Mais Educação do Governo Federal em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Londrina.
''A oficina acontece há cinco meses, com aulas teóricas e práticas. Além dos conhecimentos básicos sobre os tipos de bicicletas e materiais, nós abordamos os aspectos de saúde, lazer e educação'', explica o professor.
O diretor José Aparecido Costa também estava animado com a caminhada. Para ele, a escola tem o papel de conscientizar não só as crianças, mas também toda a comunidade. ''A violência está em todo o lugar. Não estamos falando somente da agressão física, mas da verbal, da agressão ao meio ambiente e atos de vandalismo'', diz.
Rondas
Com cerca de três mil habitantes, o Distrito de Irerê tem ares de tranquilidade, mas isso não significa que a comunidade não registre algumas ocorrências. Apesar do clima pacato, o comerciante Rubens Alves, proprietário de uma mercearia, diz que a dependência às drogas já foi responsável por alguns assaltos no patrimônio rural. ''Mas isso tem melhorado. De vez em quando, a Guarda Municipal faz algumas rondas por aqui'', comenta.
A comerciante Adélia de Lourdes Vieira Gomes, dona do Bar Lusitano há mais de 50 anos, já foi vítima de assalto e defende que tudo o que puder ser feito para a comunidade se sensibilizar quanto à importância de se combater a violência, é muito bem-vindo.
Confira mais imagens da manifestação da criançada: